10 dicas para a manutenção de carros seminovos

Não faz muito tempo que, ao ouvir as palavras “carro usado”, logo vinha à mente aquela imagem de um carango detonado, com a lataria enferrujada, vidros presos com uma chave de fenda, bancos rasgados e aquela fumaça saindo do escapamento. Hoje, no entanto, essa imagem já não condiz com os carros seminovos que podem ser encontrados no mercado.

Por outro lado, um automóvel não se conserva sozinho, e alguns cuidados podem e devem ser tomados para manter a boa aparência e o funcionamento dele.

Quer algumas dicas sobre como manter a manutenção de carros seminovos? Acompanhe este artigo!

1. Cuidado com a lataria

A primeira impressão é a que fica! Uma pintura bem conservada é a primeira coisa que chama atenção em um carro. Ter um seminovo com cara de zero-quilômetro vai depender de cuidados básicos, como mantê-lo limpo, caprichar na cera ou até mesmo investir em uma vitrificação. O retorno vale a pena!

Cuide também da parte interior do veículo. Bancos limpos e sem danos são sempre convidativos. Odores desagradáveis, como o de cigarro, por exemplo, podem afastar possíveis compradores.

2. Ruído, só se for do ronco do motor!

Ninguém gosta de dirigir um carro ouvindo o tilintar das peças se chocando. Além de serem desconfortáveis, barulhos metálicos também são um sinal de alerta. Esses ruídos são um indício de que algo precisa de uma atenção maior. Pode ser alguma peça do sistema de amortecedor, o escapamento, a direção ou o câmbio.

Se notar ruídos diferentes em seu veículo, procure uma mecânica de sua confiança, preferencialmente uma autorizada.

3. Alinhamento e balanceamento

O alinhamento e o balanceamento são fundamentais para garantir uma vida útil mais longa dos pneus e dos componentes do sistema de suspensão.  O alinhamento corrige o problema de o carro não conseguir se manter em linha reta e ficar puxando para um dos lados.

O balanceamento é feito nos pneus e no conjunto de rodas, o que garante menor desgaste nos pneus, melhora a capacidade de frenagem e diminui os distúrbios de direção, evitando trepidações do veículo em velocidade acima de 60 quilômetros por hora.

4. Rodízio de pneus

O rodizio é importante, pois faz com que os pneus se desgastem de modo uniforme. De acordo com o modelo (radial ou diagonal) e o tipo (se é simétrico, assimétrico ou unidirecional), além da tração do carro (dianteira, traseira ou tração nas quatro rodas), os pneus são trocados de posição, fazendo com que cada um passe por todas. Recomenda-se que o estepe também faça parte do rodízio.

Para realizar esse procedimento, siga as instruções que constam no manual do veículo ou o faça a cada oito mil quilômetros, para pneus radiais, ou a cada cinco mil para pneus diagonais. Sempre que o rodízio for feito, é recomendado fazer o alinhamento e o balanceamento do carro.

5. Palhetas limpadoras

É o tipo de coisa que só lembramos que existe quando precisamos usar. Por isso, nem sempre damos a devida atenção. As altas temperaturas podem ressecar as borrachas, fazendo com que deixem de funcionar corretamente e, quando vem a chuva, é aquela dificuldade para enxergar.

Sem contar que palhetas danificadas fazem barulho quando estão em uso e podem riscar os vidros, além de comprometerem a visibilidade do motorista, colocando-o em risco.

6. Pastilhas de freio

São as responsáveis pela frenagem do carro. Quando as pastilhas estão gastas, é produzido um som muito agudo ao acionamento do freio. Isso porque o indicador de desgaste das pastilhas vai contatar o disco de freio, gerando esse som tão característico, que é um alerta de que a pastilha está muito fina.

O tempo de troca vai depender de cada fabricante. Mas alguns sinais podem indicar que a pastilha está gasta, como o nível da luz de freio no painel e o óleo abaixo do nível normal.

7. Correia dentada

É a responsável por sincronizar o eixo de comando das válvulas ao virabrequim, ligando essas duas partes do motor e garantindo que as válvulas de admissão e de escapamento se abram e se fechem exatamente quando forem acionadas.

Caso a correia quebre durante o funcionamento do motor, poderá causar prejuízos em outros componentes, como o cabeçote, as válvulas e os pistões. Sua revisão deve ser feita a cada seis meses ou a cada dez mil quilômetros rodados.

8. Velas

Essa é uma peça da qual não se deve esperar um sinal de mau funcionamento para trocar. Isso porque, mesmo que estejam quebradas, pode parecer que está tudo normal, e os danos vão surgir com o passar do tempo.

A substituição vai depender da indicação do fabricante contida no manual do veículo, que estipulará a quilometragem determinada. Em geral, indica-se que o tempo de troca seja diminuído pela metade se o veículo passar por condições severas de uso, como intenso trânsito diário.

9. Óleo de motor

O óleo do motor deve ser trocado corretamente, sempre respeitando as indicações do fabricante. Isso porque o óleo é fundamental para o bom funcionamento do motor, pois é ele quem o lubrifica e o resfria, impedindo que as peças sofram atritos entre si.

Se for apenas completar o óleo, use sempre o mesmo que foi colocado na última troca. Misturar óleos de viscosidade e marcas diferentes pode prejudicar o funcionamento do motor do carro.

10. Filtros

Os filtros também precisam de atenção. Não é vantagem ou economia não trocá-los periodicamente, pois é por eles que passa o óleo que lubrifica o motor, retendo as impurezas, como as partículas que se soltam por causa da fricção das peças ou as derivadas da combustão.

O descuido com essa peça traz sérios riscos a outros itens, como os anéis, pistões e mancais, podendo até fundir o motor. O prazo para a troca varia de acordo com o carro, mas o recomendado é trocar os filtros a cada troca de óleo.

Não há melhor dica do que manter a manutenção de seu carro em dia. Seja zero-quilômetro, seja carros seminovos, fique sempre atento aos indícios que seu veículo dá de que algo não vai bem. Ser proprietário de um seminovo não é desculpa para andar com um carro malcuidado.

Manter o carro em boas condições, além de proporcionar maior prazer e segurança durante a direção, facilitará em uma futura revenda, pois, para quem pretende investir em carros seminovos, a qualidade e a preservação do veículo em questão farão toda a diferença.

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