Entenda os procedimentos para se fazer uma transferência de veículo

Logo depois da felicidade que vem com a compra de um carro, começa uma correria para dar conta de toda a burocracia que envolve o processo. Isso porque, a partir da data da assinatura do recibo, você tem 30 dias para concluir uma transferência de veículo.

Caso você não realize todo o procedimento dentro desse prazo e fique utilizando o veículo sem fazer a transferência, a multa é grave — com valor de R$ 195,23 e 5 pontos perdidos na CNH.

Continue a leitura deste artigo e aprenda agora o passo a passo para passar um carro para o seu nome. Boa leitura!

Por onde começar?

Todo o procedimento é necessário para que o cadastro da base de dados do Departamento de Trânsito (Detran) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) sejam atualizados.

Nesse banco de dados, fica registrado se o veículo passou por alguma mudança de categoria ou qualquer modificação em suas características, bem como quantos donos ele teve, se mudou de estado, entre outros. Enfim, tudo o que aconteceu com o veículo desde que ele saiu da fábrica até sua baixa.

Quando você agenda no Detran a transferência de propriedade, é verificado se não há nenhuma pendência com aquele veículo. Eles verificam IPVA, DPVAT e licenciamento do ano em vigor, que devem estar pagos.

Caso haja alguma pendência, a transferência não pode ser feita. Com o número do Renavam em mãos, você mesmo pode conferir com antecedência se está tudo em dia com o carro pelo próprio site do Detran.

Como é feita a vistoria?

A vistoria é obrigatória ao se fazer uma transferência de propriedade de um veículo. Nela, é verificado se os itens obrigatórios — sobretudo os de segurança — estão em condições de uso. É também constatado se houve alguma modificação no veículo e se as suas características condizem com o que está no documento.

Por isso, não perca o seu tempo. Antes de levar seu veículo para vistoria, verifique se estão presentes e em qual o estado se encontram os itens abaixo.

Vidros

Não podem ter qualquer rachadura e o insulfilm deve ser de no máximo 25% no vidro dianteiro, 72% no traseiro e 30% nas janelas laterais.

Pneus

Devem ter sulcos com pelo menos 1,6 mm de profundidade e não podem ir além do espaço da carroceria.

Escapamento

Não pode estar fazendo barulho ou emitindo fumaça fora do normal.

Suspensão

O carro não pode estar rebaixado a menos de 10 cm do chão. Além dos itens acima, verifique também como estão: faróis, setas, limpador de para-brisa, portas, cinto de segurança, chave de roda, triângulo, velocímetro, buzina, retrovisores e quebra-sol. As numerações do motor e chassi também devem estar fáceis de identificar.

A vistoria pode ser feita por você, por um parente de 1º grau — desde que confirme o laço por meio de documentos — ou por outra pessoa, por meio de uma procuração. Depois de concluída, é feito um laudo oficial que deve ser somado aos documentos que você vai levar ao Detran.

Quais são os documentos necessários?

Se a transferência de propriedade for feita entre municípios de estados diferentes, deve ser paga uma taxa de emplacamento e lacração. As placas ou tarjetas com o estado e o município devem ser trocadas dentro de uma unidade do Detran.

Se a venda do veículo for feita dentro do mesmo município, o procedimento é menos complicado. Você vai precisar dos seguintes documentos:

  • original e cópia da sua identidade e CPF. A CNH ou qualquer documento oficial com foto que contenha esses dados servem de substitutos;
  • original e cópia do seu comprovante de residência. Esse comprovante não pode ser mais antigo do que 3 meses e deve estar em nome do proprietário ou de algum parente de 1º grau;
  • original e cópia do Certificado de Registro do Veículo (CRV), que é o recibo de compra e venda. Esse recibo deve estar preenchido e assinado pelo vendedor e o comprador, com firmas reconhecidas em cartório;
  • original e cópia do Certificado de Registro e Licenciamento Veicular (CRLV), que é o documento do carro;
  • 2 cópias do formulário do Renavam. Esse formulário você encontra no site do Detran;
  • 2 decalques do chassi do veículo. Esse decalque é feito com uma etiqueta adesiva. Localize onde está escrita a numeração do chassi, coloque essa etiqueta por cima e risque com um lápis até que os 16 dígitos estejam legíveis. Cole os 2 decalques atrás de uma das cópias do formulário do Renavam;
  • comprovante de pagamento da taxa de transferência. A taxa para transferência é em torno de R$ 160, variando de um estado para outro. Ela pode ser paga em diversas agências bancárias, mas evite pagar no banco que tem dentro do Detran, por causa das filas;
  • certidão negativa de débitos como multas, IPVA, seguro DPVAT e outras taxas. Você consegue essa certidão em qualquer Detran;
  • laudo da vistoria feita pelo Detran ou empresa credenciada.

E nos casos de pessoas jurídicas e procurações?

Caso você compre um veículo para colocar em nome de uma pessoa jurídica, vai precisar dos seguintes documentos:

  • identidade e CPF em nome de algum representante legal da empresa;
  • comprovante de poderes, que pode ser o contrato social ou a declaração de firma individual;
  • cartão do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Suponhamos que você comprou um veículo que estava em nome de uma pessoa jurídica. Nesse caso, você vai precisar de:

  • comprovante de poderes do vendedor. No comprovante, deve ter algo que especifique que a pessoa que assinou o CRV tem autorização para vender o veículo;
  • Certidão Negativa de Débitos (CND) do INSS. Esse documento é fornecido pela Receita Federal e tem validade de 6 meses.

A transferência pode ser feita ainda por procuração. Os documentos necessários são:

  • identidade e CPF do procurador;
  • documento de procuração conforme as normas do Detran.

O que fazer depois de reunir toda a documentação?

Leve todos os documentos ao Detran. Lá, terá um guichê específico para a entrega de documentos de transferência. Em cerca de 3 dias, você pode retornar para buscar o documento em seu nome.

O vendedor do veículo também pode fazer um comunicado de venda no site do Detran. Essa é uma forma de ele se resguardar quanto a qualquer débito ou infrações de trânsito que tenham sido cometidas depois da data de venda.

O que acontece se preencher o recibo (CRV) errado?

Um dos erros mais comuns na transferência de veículo é o preenchimento errado do CRV. Muitos motoristas entregam o recibo da transferência com a assinatura no local errado, rasura e até falta de dados. Isso invalida o documento e faz com que o novo proprietário seja responsabilizado pelos atos infracionais cometidos até então — já que, para o Detran, o automóvel ainda pertence ao antigo dono.

Quando for vender um veículo, entregue o recibo do CRV devidamente preenchido e tire uma cópia autenticada. Depois disso, dê entrada no pedido de transferência junto ao Detran da sua região para, dessa forma, cumprir o processo com sucesso — evitando também problemas para si e o novo dono.

Além de preencher corretamente esse documento, não se esqueça de que o CRV deve ser entregue em até 30 dias a partir da assinatura do recibo. Se esse prazo não for cumprido, você estará sujeito à multa de R$ 195,23 e 5 pontos perdidos na CNH.

A transferência de veículo depende do licenciamento em dia?

Sim, pois o novo dono só vai conseguir colocar o veículo em seu nome caso a documentação esteja em dia, com tudo pago. Recomendamos, portanto, o pagamento das multas, IPVA, DPVAT e licenciamento antes de dar entrada no processo de transferência do automóvel.

Existe a necessidade de fazer um novo emplacamento?

A transferência de veículo não implica, necessariamente, a obrigação de fazer um novo emplacamento. Isso deve ocorrer quando você adquire o automóvel em uma região e pretende utilizá-lo em outra.

Se for flagrado por câmeras de monitoramento ou agentes de trânsito, um carro com placa de Belo Horizonte que trafega por São Paulo todos os dias da semana pode receber uma multa. O correto é que o seu veículo tenha a placa da mesma localidade onde ele é utilizado com mais frequência.

Muitos motoristas emplacam os seus automóveis em outras regiões com o objetivo de reduzir a quantidade de impostos pagos — o que é um erro que deve ser evitado. O Código Brasileiro de Trânsito especifica que o CRV deve ser emitido sempre que o proprietário mudar de município. A multa para quem for flagrado nessa situação é de R$ 88,38 e ainda incorre na perda de 4 pontos na carteira.

Logo, se você está adquirindo um veículo do mesmo município onde mora, não há a necessidade de realizar um novo emplacamento.

É possível transferir o veículo para uma loja?

Sim, pois, desde 2015, existe um sistema que torna esse procedimento mais fácil e com menos custos. Por meio do Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave), o processo de transferência de veículo, que era feita somente em papel, passa a ser de forma eletrônica.

Desse modo, basta que você entregue o CRV para a loja e fica sob responsabilidade dela a transferência do veículo para o próprio CNPJ. Assim que ela emite a nota fiscal de entrada do automóvel, ele passa a constar no Renave como “em estoque”.

Essa mudança no processo também tornou mais prática a compra de veículos em lojas. O comprador do automóvel só precisa retirar a nota fiscal e o CRV na loja e levá-los ao Detran, que fará a confirmação dos dados e emitirá um novo documento — efetivando a transferência de propriedade.

Você pode até evitar dores de cabeça contratando um despachante que faça todo o procedimento para você e te entregue tudo pelo correio. Você só teria de comparecer para assinar o documento, para reconhecer firma em cartório e para a vistoria obrigatória. Porém, a taxa de serviço custa cerca de R$ 400. Se o veículo tiver alguma pendência, esse preço pode subir ainda mais.

Esperamos ter ajudado você a se organizar melhor quando for fazer uma transferência de veículo.

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Você conhece os diferentes tipos de combustíveis oferecidos nos postos de abastecimento?

Antigamente, só existiam três tipos de combustíveis: gasolina comum, gasolina azul e diesel. Porém, com o avanço tecnológico, vários outros combustíveis para carros, motos e caminhões foram surgindo.

Você sabe quais as vantagens e desvantagens de cada um? É o que você vai descobrir com o artigo de hoje. Confira!

Gasolina

Comum

É o combustível mais usado, praticamente idêntico em qualquer posto que você for. Ela contém 27% de álcool em sua composição e não possui aditivos.

Por isso, ela é mais poluente e não elimina os resíduos que causam danos ao motor. Por afetar no funcionamento do sistema de ignição, pode também aumentar seu consumo.

Aditivada

Ela impede o acúmulo de resíduo, além de limpar detritos depositados anteriormente ao abastecimento. Promove também maior economia de combustível e menor poluição do ar.

A gasolina aditivada ainda tem componentes que ajudam na lubrificação, desempenho e vida útil do motor. Porém, não influencia na potência.

O ideal é que a cada três ou quatro tanques você abasteça com gasolina aditivada. Uma troca feita de uma vez pode entupir o filtro de combustível, apesar de não haver problema em usar a aditivada permanentemente.

Premium

É o tipo mais caro, porém com uma queima mais eficiente, fazendo um aproveitamento melhor do potencial do motor. A premium ainda prolonga a vida útil do motor e polui menos do que os outros tipos.

Além disso, sua composição de álcool é levemente menor do que os outros tipos: 25%. É indicada principalmente para motores mais potentes, como os de veículos esportivos.

Formulada

É um combustível mais barato, porém dentro dos parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com ela, existe o risco de haver maior consumo do motor e dificuldade na partida a frio. Postos de gasolina são obrigados a informar na bomba se a gasolina é formulada ou não.

Etanol

Comum

É o álcool veicular, com 4% de água em sua composição. Ele faz um aproveitamento melhor do potencial do motor em relação à gasolina. Entretanto, ele é consumido mais rápido.

Seu preço quase sempre é baixo, porém só é vantajoso abastecer com álcool se ele for pelo menos 30% mais barato do que a gasolina.

Aditivado

Ele é mais caro, porém seu rendimento é 3% maior do que o do etanol comum. Apesar disso, ele pode acabar sendo mais econômico por consumir menos.

Assim como a gasolina aditivada, ele possui agentes que lubrificam e aumentam a vida útil dos componentes do motor, limpando os bicos e evitando o enferrujamento. Entretanto, saiba que os veículos flex já são fabricados com itens de ação anticorrosiva.

Diesel

Comum

É o combustível mais vendido, utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos grandes. Sua principal vantagem está no alto rendimento, com grande autonomia e consumindo pouco.

S-10

É uma versão mais cara, porém menos poluente do que o diesel comum. É perfeito para os motores modernos, que atendem as determinações do Programa de Controle à Poluição do Ar por Veículos Automotores (PROCONVE). Os veículos pesados não abastecidos com o S-10 podem emitir mais poluentes do que o normal e ter problemas no escapamento.

Aditivado

Essa versão se difere do diesel comum por possuir aditivos que eliminam resíduos, corrosão e bolhas. Agindo durante o abastecimento, esses elementos permitem o enchimento completo do tanque.

Premium

É um tipo de diesel que contém aditivos multifuncionais que protegem e promovem melhor desempenho do motor. Ele oferece melhor ignição ao veículo e maior facilidade para retomar velocidade.

GNV

O Gás Natural Veicular (GNV) é o combustível que menos polui nesta lista. Além de não ser tóxico, garante a vida útil do motor por mais tempo e é o combustível mais barato, chegando a uma economia de até 60% em relação à gasolina.

Entretanto, os cilindros ocupam boa parte do porta-malas e é necessário que o veículo passe por uma certificação, caso ele tenha que ser modificado. O ideal é que o carro já venha de fábrica preparado para o GNV.

Dentre os tipos de combustíveis citados acima, você já decidiu qual é o ideal para o seu carro? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e ajude seus amigos a dirigir de forma mais econômica, eficiente e menos poluente!

Afinal, como é o funcionamento do Seguro Popular?

Após sua regulamentação em 2016, a maioria das seguradoras já oferece um plano de seguro popular para veículos. Esta modalidade tende a aumentar sua parcela no mercado brasileiro, que possui uma demanda grande para este tipo de produto. Isso ocorre porque a maioria dos veículos no país não possui seguro, muito por conta dos preços dos planos tradicionais, que chegam a até 10% do valor do automóvel e podem aumentar conforme o bem fica mais antigo.

Por esse motivo, muitos proprietários preferem deixar o seguro de lado, especialmente após os 5 anos de uso do veículo.Para mudar esses números, foi aprovada a legislação que permite às seguradoras lançarem planos de seguro popular. Eles são mais baratos, sem que haja perda de cobertura básica.

Mas como funciona um seguro popular? Continue a leitura e explicaremos melhor sobre o assunto neste artigo.

Economia em peças e serviços

O que possibilitou às seguradoras oferecerem planos de seguro popular foi, basicamente, a regulamentação do uso de peças originais no conserto de veículos sinistrados. A lei federal 12.977, de maio de 2014, legalizou a desmontagem de veículos inutilizados e a reutilização e comercialização de suas peças sobressalentes.

Após essa lei, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovou um conjunto de normas para que as seguradoras pudessem oferecer planos que utilizassem peças originais seminovas ou recondicionadas, vindas da desmontagem credenciada de veículos.

No entanto, como o mercado de peças usadas ainda é pequeno devido à novidade da lei, as empresas também solicitaram a inclusão da permissão para o uso de produtos do mercado paralelo nos reparos dos veículos segurados. No final de 2016, o pedido foi atendido.

Assim, por representarem uma economia de até 70% no valor das peças de reposição, os planos de seguros auto puderam ser barateados. Porém, o uso de peças paralelas ou usadas ainda é proibido em partes ou mecanismos do veículo que envolvam a segurança de motoristas e passageiros, como sistema de freios, cintos de segurança, suspensão, eixos, entre outros.

Os planos populares devem ser diferenciados dos tradicionais, para que os segurados não sintam-se enganados em um eventual sinistro. Além disso, algumas seguradoras conseguem baratear ainda mais seus preços ao utilizarem sua rede de oficinas conveniadas.

Essas regras mais flexíveis tornaram os planos populares atraentes para veículos com mais de cinco anos de uso. Quer saber por quê? Continue sua leitura pois trataremos disso abaixo.

Seguro ideal para veículos antigos

Com essa nova modalidade de seguro, as empresas do ramo esperam atrair proprietários que deixaram de pagar pelos seguros tradicionais por não compensarem. Como há uma grande oferta de veículos novos, os carros com mais de cinco anos sofreram uma grande depreciação nos últimos anos.

No entanto, os valores dos prêmios dos seguros não acompanharam a queda de preço, uma vez que os riscos e custos envolvendo estes veículos continuaram altos. Com o advento da nova lei, esse cenário mudou. Agora, os seguros podem pagar por peças usadas e paralelas para serem usadas nos reparos de sua frota segurada, o que possibilitou a oferta de planos mais baratos.

Dessa forma, o seguro popular se torna atraente para os proprietários de baixa renda e também para aqueles que possuem veículos mais antigos e não se importam de utilizar peças recondicionadas em suas reposições.

Afinal, essa categoria possui um custo bem menor na apólice e ainda oferece cobertura compreensiva. Falaremos, abaixo, um pouco mais sobre a cobertura dos seguros populares. 

A cobertura do seguro popular

Apesar de serem mais baratos, as seguradoras não podem, para enquadrarem seus planos como seguro popular, diminuir a cobertura básica da apólice. Assim, esses planos devem possuir cobertura compreensiva.

A cobertura compreensiva é aquela que inclui indenização ao segurado nos casos de incêndio do veículo, roubo, furto ou colisão. As normas relativas ao seguro popular também proíbem as seguradoras de limitarem suas coberturas à indenização integral.

Essa indenização acontece somente em casos de perda total e furto ou roubo sem localização do veículo. É considerada perda total quando a soma do custo dos reparos ultrapassar 75% do valor de referência do automóvel. Os casos em que os consertos não chegam a esse patamar, são chamados de perda parcial.

Assim, os planos populares devem possuir cobertura para perdas parciais. No entanto, é permitido à seguradora cobrar uma participação obrigatória do segurado para esses casos. Essa participação é chamada de franquia e é cobrada somente no caso de o proprietário optar pelo reparo intermediado pela seguradora dos danos provenientes de um sinistro.

Portanto, o seguro popular não deve ser confundido com os seguros simplificados, mesmo que apresentem, muitas vezes, nomes parecidos nas seguradoras. Veja abaixo algumas das diferenças entre esses planos.

Seguro popular x seguro simplificado

Antes da lei 12.977/2014 e das novas normas da CNSP apresentadas acima, as empresas ofereciam planos de seguro auto mais baratos e os chamavam de populares. Porém, suas apólices eram, na verdade, simplificadas e não incluíam uma série de coberturas.

Assim, os preços de seus prêmios eram mais baixos porque seus serviços oferecidos também eram reduzidos. As coberturas variavam de empresa para empresa, assim como seus preços, mas, basicamente, incluíam indenização por danos materiais e corporais a terceiros, de acidentes a passageiros e assistência 24 horas para troca de pneus, chaveiro, e outros pequenos reparos.

Alguns ainda incluíam serviço de guincho, porém, a maioria das empresas deixava de lado, ou oferecia como opcionais, as coberturas mais importantes contra roubo, furto e colisões. Dessa forma, havia uma boa chance de o segurado ficar na mão em uma emergência.

Esses planos tinham como alvo os clientes que não possuíam nenhum tipo de cobertura e nem poderia ter em um futuro próximo, como jovens com seus primeiros carros e pessoas de baixa renda. Assim, pelo menos a preocupação com terceiros e bens públicos no caso de um acidente era amenizada.

Era uma maneira de as seguradoras alcançarem este mercado antes da mudança na legislação. No entanto, com as novas regras, as empresas podem oferecer planos mais baratos, mas que ainda contem com coberturas compreensivas.

Como vimos, o seguro popular foi regulamentado em 2016. Esta nova modalidade de proteção para veículos utiliza peças usadas e paralelas nos reparos em seus sinistros.

Por esse motivo, seu preço é mais barato que o de um plano tradicional, se tornando uma alternativa para que pessoas de baixa renda ou que possuam carros mais antigos possam proteger seus patrimônios.

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Aquaplanagem: saiba como e evitar o que fazer nessa situação

O Brasil é um país que contabiliza mais de trinta mil mortes por acidente de carro por ano. Infelizmente, a maioria desses acidentes é causada por falta de atenção do condutor. No entanto, existem outras condições que podem afetar a direção, como água e óleo na pista, além do uso de álcool e de entorpecentes, e imprudência.

Nesse contexto, é importante saber lidar com qualquer situação adversa para dirigir com segurança. Nesse post vamos explicar o que é e como proceder em situações de aquaplanagem na pista. Boa leitura!

O que é aquaplanagem?

A aquaplanagem é um fenômeno que acontece quando um veículo passa por uma via molhada e o carro parece deslizar sem que o motorista tenha controle sobre ele. Isso acontece porque, quando os pneus de um automóvel passam por uma poça d’água, sua força tende a empurrá-la e formar uma onda.

Quando a água vem com muita pressão, ou seja, uma pressão mais alta que a pressão dos pneus, o carro não consegue empurrar essa onda de volta. Desse modo, pode ser formada uma camada de água fina embaixo do pneu. Esse fenômeno faz com que os pneus percam o contato com o solo ou rodovia por algum tempo, o que causa instabilidade na direção para o motorista.

Na aquaplanagem, o carro fica extremamente leve e difícil de ser guiado. Essa situação pode tornar a direção perigosa e causar acidentes.

Como evitar essa situação?

O primeiro passo para prevenir a aquaplanagem é realizar a revisão do carro no prazo correto e conferir o alinhamento e balanceamento. A pressão também deve ser verificada, afinal quando os pneus estão abaixo de 30% da pressão especificada pelo fabricante, a chance de sofrerem aquaplanagem aumenta.

Além disso, os pneus possuem certas aderências, que são essenciais para manter o contato com a pista. Quando o pneu está gasto, essas aderências somem e ele se torna liso, o que aumenta a chance do carro ‘’escorregar’’ na pista. Desse modo, não é recomendado andar com pneus carecas.

A regra geral para evitar situações adversas é ficar em dia com a manutenção do seu veículo.

O que fazer quando meu carro deslizar na pista?

O fenômeno da aquaplanagem geralmente assusta e desespera. No entanto, existem medidas seguras para evitar que o motorista perca o controle do carro.

Se o seu carro começar a deslizar, não freie. Se for fazê-lo, faça de forma delicada e devagar, afinal as rodas podem travar, o que vai fazer o carro patinar ainda mais. O cuidado nas curvas deve ser redobrado. Nessa situação, vale seguir as marcas de pneus deixados por outros veículos na estrada. Nesses locais, a água se acumula menos, reduzindo o risco de acidentes.

Outra dica importante é diminuir a velocidade quando avistar uma poça. Quanto mais rápida for a velocidade, mais chances o carro tem de sofrer aquaplanagem. Sabe-se que em velocidades acima de 100km/hora o controle do carro fica inviável. Portanto, evite usar o acelerador ao trafegar em vias cobertas de água.

Gostou de saber como proceder em situações de aquaplanagem? Aprendeu como dirigir na chuva? Deixe um comentário no post com suas dúvidas e dicas!

Revisão de Segurança: entenda o porquê e quando fazer em seu carro

O carro tem um desgaste natural, e em uma viagem mais longa ou depois de uma mudança de rotina, vários problemas podem aparecer. Para que tenhamos um carro funcionando bem, é fundamental fazer periodicamente uma revisão de segurança.

Temos que ter cuidado com a parte elétrica, verificar o nível dos fluidos e o estado dos pneus, entre outros itens. Tudo isso é necessário para dirigir com segurança e não ter surpresas no trajeto.

Vamos mostrar aqui as vantagens de se fazer esse tipo de revisão e quais os itens a serem observados. Continue lendo!

Quando fazer a revisão de segurança?

Isso varia de um modelo para outro — o que não muda é que todo veículo precisa de revisões periódicas. Fique atento ao prazo que a revendedora indicou.

Se você não leva seu carro a uma oficina há algum tempo, saiba que uma revisão é imprescindível em duas condições:

  • Quando for fazer uma viagem, principalmente se for mais longa.
  • Quando tiver que mudar a rotina a que o carro está adaptado — levar seu filho diariamente a uma nova escola que fica mais longe, por exemplo. A revisão mostrará se o carro resiste ao novo percurso sem dificuldades.

Que itens devem ser observados?

Alguns itens são obrigatórios em uma revisão de segurança. Confira!

Motor

Primeiramente, olhe a condição das velas. Pode parecer uma coisa simples, mas se não estiverem em bom estado, isso pode acarretar desgaste excessivo, levando os pistões a empenarem com o tempo.

Verifique o nível do óleo, e se necessário faça a troca completa. Qualquer pequeno problema no motor que não seja reparado a tempo pode piorar. Com o tempo, talvez seja necessária uma retífica ou até mesmo a troca, procedimentos que são muito mais caros que pequenos consertos.

Freios

Em uma viagem, é fundamental para a segurança que os freios estejam em perfeito estado. Cheque o nível dos fluidos e veja se pastilhas e disco estão em ordem. Além de um maior risco de acidente, um sistema de frenagem defeituoso pode causar um desgaste maior dos pneus.

Bateria

Você não quer ser pego de surpresa com uma bateria descarregada, não é mesmo? Olhe se a voltagem dela está suprindo o veículo de forma adequada. Sistemas de som mais potentes pedem uma bateria mais forte.

Pneus

Pneus são fundamentais para a segurança do veículo. Na revisão de segurança, observe os sulcos: se eles estiverem com menos de um milímetro e meio de profundidade, é hora de trocar.

Lembre-se: um bom alinhamento e balanceamento também diminuem o desgaste. Pneus em mau estado de conservação podem fazer o motor ter que trabalhar mais, o que leva a uma degradação anormal.

Luzes

Seja na estrada ou dentro da cidade, é necessário que todas as luzes do veículo estejam em perfeito funcionamento.

Verifique todas, como seta, freio e ré, além de checar as luzes internas. Veja se os faróis estão em ordem — na estrada, é fundamental que tanto o alto como o baixo estejam funcionando bem.

Agora você já sabe a importância da revisão de segurança! Curta nossa página no Facebook, siga-nos no Twitter e confira nosso canal no YouTube para sempre receber novidades!

Entenda como funciona a garantia para veículos novos

Em um ano pode acontecer muita coisa. Em três, quatro, seis, então… Por isso, conhecer bem como funciona a garantia para veículos é vital. E isso pode ser mais complexo do que parece: garantia legal ou contratual, cobertura de peças e cobertura do veículo, revisões obrigatórias…

Ainda que o veículo seja novo em folha, a preocupação vem, e com razão. Afinal, não é só o mau uso ou o desgaste natural que pode comprometer a integridade do veículo. Os tipos de defeito são bem diversos e nem sempre visíveis à primeira vista.

Talvez o que mais aborreça os compradores seja isto: se nem mesmo na fábrica ou na revendedora o defeito é visto, que dirá na oficina! É comum, então, ter aquela sensação de que a revisão não resolve o problema, mas só maquia – e a confiança nos técnicos vai embora.

Entretanto, aqui entra a garantia: ela é a certeza legal de que o consumidor não será obrigado a se resignar com um problema e levar o prejuízo. Por isso conheça seus direitos. Explicamos a garantia ponto a ponto: acompanhe a seguir!

A base legal da garantia para veículos

A garantia para veículos é a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) na compra de veículos. De acordo com o CDC, essa garantia é a mesma que temos quando compramos qualquer bem durável. Por isso é comum receber três meses (90 dias) de garantia ao comprarmos algo novo: esse é o período estipulado pela lei.

É importante destacar que essa garantia também se aplica a serviços de manutenção e à compra de veículos usados e seminovos, desde que a venda tenha sido feita por uma revendedora. Nesses casos, quaisquer danos ou desgastes no veículo anteriormente à sua entrega são de responsabilidade do fornecedor.

Mas o que especificamente a garantia cobre?

Os tipos de defeito

O Código de Defesa do Consumidor, além de ser dividido entre bens duráveis e não duráveis, tem duas classificações de defeito. São chamados de “vícios” os defeitos que podem ser entendidos como “ocultos” ou “aparentes”.

Os vícios (ou defeitos) aparentes são aqueles fáceis de se observar, e podem ser devidos tanto à fabricação como ao transporte ou armazenamento do veículo. O consumidor tem o prazo de 90 dias após a entrega para apontar o vício e reclamar com o fornecedor. 

Já os vícios ocultos, em geral, são problemas que só se tornarão visíveis com o passar do tempo. Aqui entram, por exemplo, defeitos causados por ferrugem que veio de fábrica. Para esse tipo de defeito, a garantia é diferenciada: ela conta a partir da constatação e reclamação do cliente.

Defeitos não cobertos

A garantia legal cobre muitas coisas e de modo flexível — desde mau armazenamento no estoque até peças danificadas devido ao manuseio anterior à entrega. É claro que ela não cobre tudo, como os danos causados após a entrega do veículo, por ações do comprador, diretas ou não.

É comum caírem nessa definição: defeitos causados por desgaste natural das peças, como nas pastilhas e filtros; por mau manuseio, forçando componentes ou expondo o veículo a condições adversas, por exemplo; e ainda por aplicação incorreta, quando se instala ou monta inapropriadamente componentes no veículo. Por isso, o manual do proprietário é tão importante.

O manual do proprietário e a garantia

O manual do proprietário é um documento com um conjunto de instruções disponibilizado na entrega do veículo, em geral junto ao contrato. Nele vêm todas as indicações de como utilizar apropriadamente o veículo. Ainda que você seja um excelente motorista e conhecedor de mecânica, é necessário ler o manual.

Isso é importante porque, como afirmamos antes, nele vêm também instruções do que pode ou não ser feito com o veículo. Contrariar as instruções é igual a perder a garantia, permitindo ao fornecedor negar reparos — afinal, a culpa aqui é do consumidor. Aliás, vamos aproveitar e comentar sobre troca e reparos.

Obrigações do fornecedor

Seja fábrica, seja revendedora, qualquer que seja o estabelecimento onde você comprou é obrigado pelo Código de Defesa do Consumidor a fornecer garantia.

Pela lei, após a queixa do consumidor, o fornecedor tem o prazo de 30 dias para resolver o problema. Fique atento: o prazo da garantia fica suspenso durante esse período, então não há perigo de “perder a garantia” no processo.

Passado esse tempo, o cliente tem direito a pedir abatimento do preço proporcional ao prejuízo, troca de produto ou cancelamento da compra. Se o fornecedor se negar, a saída é judicial.

Obrigações do comprador

Como tratamos dos deveres dos fornecedores, agora devemos tratar dos deveres dos compradores. E eles têm aumentado cada vez mais, por causa da tendência de as garantias contratuais se estenderem. Na maioria das vezes, os próprios contratos estipulam quais são esses deveres.

Boas práticas de manutenção do veículo são a maior parte dos deveres do comprador. Revisões periódicas, manutenções exclusivamente na rede autorizada e respeito à lista de acessórios permitidos são a chave para não perder a garantia.

Garantia legal e garantia contratual

Como mencionamos quanto à garantia contratual, vamos entender a diferença entre ela e a garantia legal.

Alguns fornecedores costumam oferecer garantia além do tempo obrigatório estipulado pela lei. Lembra-se dos 90 dias do CDC? Eles são a garantia legal; além deles, é garantia contratual. Diferentemente da garantia legal, a contratual pode cobrir só algumas peças do veículo.

A garantia legal é complementar à contratual. Isso quer dizer que as duas se somam, por isso não aceite caso falem que a garantia legal estava “dentro” da contratual. Em geral, quando a garantia contratual acaba, inicia-se a legal. A leitura do termo de garantia é vital para entender os prazos.

Contratos abusivos

Embora o contrato deva ser um mecanismo de proteção do consumidor, ele pode se tornar abusivo. Leia e busque quaisquer indicativos de cobrança de taxa ou de prazos discordantes da lei. 

Os fornecedores são obrigados a fornecer peças e serviços sem cobrança ao consumidor. O único valor que pode ser cobrado é o do frete das peças. É recomendável documentar toda a comunicação com os fornecedores para evitar esse tipo de dor de cabeça.

A garantia para veículos é algo que tanto protege o consumidor como ajuda a fortalecer melhores práticas com seus próprios bens. Ela também incentiva os fornecedores a produzirem bons produtos e cuidarem bem deles — e não é à toa que as garantias aumentaram tanto nos últimos anos.

Você já teve que acessar sua garantia com algum veículo? Ficou alguma dúvida? Deixe um comentário no post!

Veja como é o processo de compra de carros para pessoas com deficiência

Com a enorme evolução de veículos que o Brasil vem assistindo nos últimos anos, temos uma variedade incrível de modelos para todos os tipos de clientes.

Também seguindo essa evolução, o número de pessoas com deficiência que procuram carros novos aumenta muito e para elas são destinadas isenções na hora de adquirir veículos: existem impostos e taxas dos quais elas estão livres de pagar.

Pensando nisso, preparamos este artigo para mostrar como funciona esse sistema e quem tem direito a esses descontos. Confira:

Quem tem direito a isenção?

Qualquer pessoa que tenha algum tipo de deficiência, sendo condutora ou não de veículos. A isenção é de IPI e ICMS, tornando o valor do veículo até 25% mais barato.

Além disso, esses carros não pagam IPVA anual, ficam livres de rodízio se a cidade tiver e tem o direito de estacionar em vagas exclusivas.

Para obter esse desconto de acordo com a Lei 8.989/95, o carro deve ser novo e nacional, além de ter o valor máximo de 70 mil reais. Para veículos acima desse valor, somente fica isento o IPI.

A isenção vale também para não condutores, mas que tenham uma pessoa para guiar seu veículo, incluindo deficientes visuais e crianças. Porém, restringe-se apenas ao IPI.

Lembre-se que pessoas com deficiência podem somente exercer esse benefício uma vez a cada dois anos, não importando o número de veículos adquiridos.

Como proceder para garantir os descontos?

Para poder assegurar os descontos, é preciso solicitar uma série de documentos e aguardar a análise que será realizada pelos órgãos competentes. Confira quais são os comprovantes e o processo para a aquisição de um veículo:

  1. Solicite um laudo médico particular que detalhe as condições e constata a incapacidade para conduzir carros normais.

  2. Dirija-se ao Detran para fazer a perícia que verifica se o interessado realmente tem direto aos benefícios.

  3. Vá até uma autoescola para fazer aulas e tirar a CNH Especial.

  4. Com a habilitação e laudos médicos em mãos, solicite uma carta de isenção de IPI junto à delegacia da Receita Federal.

  5. Escolha o modelo de veículo nacional, visite as concessionárias e faça o test drive.

  6. Solicite a isenção de ICMS junto à Secretaria da Fazenda do seu local de residência, utilizando a carta disponibilizada pela concessionária em que você comprará o veículo.

  7. Faça as adaptações necessárias no veículo.

  8. Após fechar o negócio, dirija-se ao Detran para receber o documento do carro com status “intransferível”.

  9. Solicite a isenção de IPVA, de rodízio e o cartão para estacionar em vagas exclusivas.

Caso a pessoa tenha um tipo de deficiência que a impossibilite por completo de guiar, como um tetraplégico ou alguém com 100% de deficiência visual, ela pode nomear alguém da família para ser o condutor e obter o desconto do IPI.

Para isso, ela também precisará dos laudos e perícia comprovando a incapacidade física, além dos dados e documentos da pessoa nomeada como condutora. Caso seja pessoa menor de dezoito anos portadora de deficiência, é necessária autorização e documentos dos pais.

Se for alguém sem responsabilidade jurídica, será também preciso a curatela, documento que um juiz emite concedendo essa responsabilidade ao deficiente.

Quanto tempo demora o processo de compra?

Como envolve vários documentos, solicitações e laudos que passam por vários órgãos do governo, indo do Detran até a Receita Federal, os trâmites legais para que a pessoa obtenha seu veículo com isenção de impostos pode levar até oito meses depois da entrega dos papéis.

Caso o veículo necessite de adaptações, procure empresas especializadas nesse tipo de serviço. Lembre-se que o carro só será liberado para rodar depois que essas adaptações forem inspecionadas e verificada sua eficiência para a mobilidade do condutor.

Pronto! Agora você já sabe como é o processo de compra de carro para pessoas com deficiência. Você tem alguma dúvida sobre o tema ou gostaria de compartilhar sua experiência? Deixe um comentário!

Afinal, o que é a lavagem ecológica de carros ?

Com os períodos de estiagem cada vez mais longos no Brasil, a preocupação com o consumo de água se tornou comum entre a população. E é justamente pensando em diminuir o desperdício em uma das atividades que mais utilizam água que a lavagem ecológica de carros tem ganhado cada vez mais adeptos. Trata-se de pessoas que, embora não queiram deixar a sustentabilidade de lado, não abrem mão de ter o seu carro sempre brilhando.

No entanto, mesmo com o surgimento de cada vez mais prestadores desse tipo de serviço, ele ainda é visto com maus olhos por muitos motoristas, que questionam a eficiência da lavagem que não utiliza água da forma tradicional.

Se você é um desses motoristas que ainda não conhecem a lavagem ecológica de carros ou quer saber mais sobre o assunto, esse post foi feito para você. Acompanhe!

O que é a lavagem ecológica de carros?

Também conhecida como ecolavagem ou biolavagem, a lavagem ecológica é um tipo de limpeza realizada em veículos que quase não utiliza água. Para isso, faz uso de produtos biodegradáveis, que, além de diminuírem o consumo de água, não agridem o meio ambiente.

A lavagem ecológica foi criada por um brasileiro, que recebeu uma multa da síndica por ter levado o seu carro (da forma tradicional, ou seja, com litros de água) dentro da garagem do seu condomínio. Na busca por uma opção que evitasse mais problemas, ele descobriu um produto não tóxico e com alto poder de limpeza.

Economia de água e de dinheiro

Quando comparada com a lavagem comum, a opção ecológica ainda é vantajosa pelos seguintes aspectos:

  • utiliza, em média, 200ml de água para realizar a lavagem inteira de um carro, contra cerca de 80 litros utilizados em uma lavagem comum;
  • um kit de lavagem ecológica de cerca de R$150 é capaz de realizar até 200 limpezas completas;
  • o processo é realizado em menos tempo, pois necessita de praticamente uma etapa para ser concluído, enquanto a lavagem comum depende de limpeza, enxague, enceramento, aspiração, etc.

Mas não pense que, por demandar menos consumo de água e ser mais barata e mais rápida que a lavagem tradicional, a opção ecológica perde em eficiência — os resultados obtidos são iguais e, algumas vezes, até melhores que os da lavagem comum.

Locais especializados

Com quase toda certeza, você já deve ter se deparado com a oferta da lavagem ecológica para carros, até mesmo fora de lava rápidos. Isso acontece porque a sua execução exige poucos materiais, que não ocupam muito espaço.

A lavagem ecológica de carros se divide, normalmente, em quatro momentos, que são:

  1. a limpeza dos pneus e das partes plásticas externas  esses itens recebem a aplicação de produtos que não dependem de enxágue, pois não têm ação corrosiva como os detergentes;
  2. a limpeza dos vidros  contam com a aplicação de um produto específico, que limpa e ainda evita a aparição de manchas com o passar dos dias;
  3. a limpeza da lataria  recebe a aplicação com borrifador da mistura de produto biodegradável dissolvido em água, em seguida, a mistura é espalhada e absorvida com a ajuda de flanela específica;
  4. a limpeza da parte interna  é higienizada com o auxílio de um aspirador de pó, e a finalização nas partes plásticas e de couro é feita com produtos específicos.

Em geral, as lavagens ecológicas têm preço muito semelhante ou menor ao cobrado para a realização do processo comum. Porém, costumam apresentar um tempo de execução bem menor e ser oferecidas em locais estratégicos (supermercados, estacionamentos, shoppings, etc.), o que também se torna um grande atrativo do serviço.

Como fazer em casa

Que o brasileiro é apaixonado por carros, isso não há dúvidas! Então, se você é apaixonado pelo seu veículo e adora cuidar dele com as próprias mãos, a realização da lavagem ecológica também é uma opção para ser feita em casa e em condomínios de apartamentos, que normalmente proíbem a lavagem comum na garagem.

Se você decidir por essa opção, a primeira coisa que deverá fazer é comprar um kit de lavagem a seco para automóveis ou montar o seu, que deverá conter:

  • solução de lavagem a seco para latarias;
  • pulverizador de compressão;
  • pincel de acabamento para pneus e detalhes externos (opcional);
  • flanela de microfibra;
  • solução para limpeza de vidros;
  • solução desengraxante para rodas e pneus.

Esses são os itens necessários para que você execute a limpeza da parte externa do veículo. Para a limpeza da parte interna, já que não depende de água, você pode optar pelos produtos que já está acostumado a utilizar em lavagens comuns.

Mesmo que de simples execução, a lavagem ecológica exige alguns cuidados para ser feita em casa. Entre eles, destacam-se:

  • dissolver a quantidade correta da solução  ao dissolver a solução na água, colocar uma quantidade menor que a indicada pode provocar riscos na pintura, assim como uma quantidade maior, embora não danifique a lataria, também não trará o brilho desejado ao veículo;
  • realizar movimentos leves  como a solução é aplicada na lataria e retirada pouco tempo depois com a ajuda de uma flanela, a execução de movimentos deve ser sutil e cuidadosa, evitando um atrito desnecessário entre a sujeira que está sendo retirada e a pintura do veículo;
  • usar apenas flanelas de microfibra  também para evitar riscos na lataria, as flanelas de microfibra têm como característica a boa absorção de líquidos e de poeira, diferentemente de outros tecidos usados para lavar carros.

Afinal, qual é a melhor opção?

Pelo fácil acesso à água e até pelo costume, as lavagens comuns ainda são as preferidas pelos motoristas brasileiros. Porém, com as crises hídricas que foram recentemente enfrentadas em grandes cidades e que ocasionaram, por muitas vezes, o racionamento de água, o número de adeptos à lavagem ecológica tem aumentado gradualmente.

Seja em um local especializado ou em casa, a lavagem ecológica de carros é uma ótima opção para cuidar do seu veículo. Afinal, ela pode sair mais barata que a limpeza comum e ainda ajuda a preservar o meio ambiente.

Gostou do nosso post? Agora que você já sabe tudo sobre a lavagem ecológica, pode aproveitar e compartilhar nas redes sociais para que os seus amigos também saibam mais a respeito!

Descubra mitos e verdades sobre o amaciamento de motor

Você deve ter discutido — provavelmente com seu pai, avô ou irmão —, ainda jovem ou até mesmo adulto, sobre a necessidade de amaciamento de motor em carros novos, que era algo realmente obrigatório há algumas décadas.

Porém, com o passar dos anos e cada vez mais tecnologia empregada na fabricação de automóveis, é comum ser pego com dúvidas sobre a necessidade do amaciamento de motor nos dias atuais — e até mesmo sobre os procedimentos que devem ser adotados nos primeiros quilômetros com um carro zero.

Este post é de leitura obrigatória se você é um apaixonado por veículos que cresceu ouvindo (e seguindo) as recomendações para amaciar motor em carros novos. Nesse artigo você vai conhecer os mitos e verdades sobre o amaciamento de motor, para saber de uma vez por todas se ainda deve realizar cuidados especiais nos primeiros quilômetros do seu carro. Confira!

O amaciamento de motor

Os motores — e os carros como um todo — possuem diversos componentes que entram em atrito constantemente durante o seu funcionamento e, por isso, antigamente as montadoras orientavam os novos proprietários a tomar uma série de cuidados para os componentes se adaptarem uns aos outros durante o funcionamento.

Passadas de geração em geração, essas recomendações para amaciamento do motor têm uma série de tabus em torno delas, seja sobre o período ou sobre os cuidados que devem ser tomados em veículos com motores novos.

A verdade é que — mesmo com a evolução tecnológica empregada na fabricação de automóveis — ainda há cuidados que precisam ser tomados durante um período de adaptação de um motor novo. Onde, entre mitos e verdades (e consequentemente as dúvidas), estão:

A velocidade máxima

Uma das principais dúvidas que se tem sobre o processo de amaciamento de motor é quanto ao tráfego em velocidades mais elevadas — que no Brasil possui o limite máximo permitido em 120 km/h em algumas rodovias.

Nesse quesito, é importante ressaltar que é onde mais se teve avanço com as tecnologias empregadas no processo de produção de automóveis e, portanto, não tem nenhum tipo de impedimento na velocidade em que se pode trafegar com um motor novo — o que antigamente costumava ter a indicação para não superar os 100 km/h durante os 5000 primeiros quilômetros rodados.

Mas isso não significa que você pode sair por aí “esticando” com o seu carro zero-quilômetro, viu? A leitura do manual do veículo é sempre essencial e poderá trazer indicações adicionais sobre a velocidade que deve ser empregada no veículo.

O tráfego em estradas

Outra dúvida bastante comum entre os motoristas que adquirem um novo carro, é quanto ao tráfego em estradas nos primeiros quilômetros com o veículo prejudicar o amaciamento do motor.

Esse é um fator de bastante controvérsia mas que, normalmente, tem uma atenção especial das montadoras no manual do carro em não recomendar a utilização do veículo — durante os primeiros quilômetros — em velocidades altas e constantes por longos períodos.

Mais uma vez, a boa e velha leitura do manual é obrigatória para verificar a indicação da montadora antes de pegar a estrada com o seu novo carro.

A rotação

Comum quando o veículo está em velocidades mais altas, o número elevado de rotações também ocorre quando o período entre a troca de uma marcha para outra é estendido — situação mais comum para ganho de velocidade e ultrapassagens.

Os manuais e o painel costumam ter a indicação do número de rotações máximas que o veículo pode atingir, porém, também é comum constar no manual um cuidado ainda mais severo para os primeiros quilômetros.

Este cuidado extra tem a ver com o sistema de injeção eletrônica presente nos modelos atuais de carros que, principalmente nos primeiros quilômetros, é responsável por aprender e se adequar com o modo de direção do condutor. A utilização de rotação elevada nesse período pode levar a uma má configuração, o que causa ineficiência energéticaconsumo elevado de combustível e alto índice de emissão de poluentes.

Os motores retificados

Nem só de carros zero vivem os motores novos! Os motores retificados também são campeões de dúvidas quando o assunto é o amaciamento de motor, já que também se caracterizam como um motor novo.

Mas se os motores retificados não são os mesmos que saíram da fábrica, logo, as suas devidas indicações de uso inicial não estão presentes no manual do veículo. Então, o que fazer? Se você possuir um carro com muitos quilômetros rodados e que precise passar pelo processo de retificação, é importante questionar a empresa responsável pela manutenção sobre os materiais utilizados e quais são os cuidados exigidos.

Hoje em dia, a maioria das vezes em que um motor é retificado faz com que o motorista deva ter os mesmos cuidados que envolvem a aquisição de um veículo novo — mas somente o profissional responsável pela manutenção pode indicar os cuidados necessários, ok?

As diferenças entre montadoras

Por último (mas não menos importante), é necessário ressaltar que cada montadora e modelo possuem suas próprias recomendações. Portanto, os cuidados que são solicitados para um carro, nem sempre valem para outro.

Mesmo que o termo amaciamento de motor seja cada vez mais escasso, ainda é bastante presente tanto em veículos novos como em modelos que tiveram o motor retificado.

Antes de adquirir um novo carro, você deve solicitar as indicações iniciais de uso do veículo e verificar se elas se encaixam em sua necessidade — imagine que você realize viagens constantemente e as recomendações impeçam isso por um longo período de tempo?

Ao adquirir um carro novo, é muito importante que você verifique os itens presentes nas recomendações de uso inicial do veículo e as siga, é claro! Pois estas recomendações envolvem não apenas fatores do amaciamento de motor, mas também de todos os principais componentes do veículo.

E então, o que você achou das nossas dicas sobre o amaciamento de motor? Gostou? Então, compartilhe esse artigo nas suas redes sociais e ajude seus amigos a também dominarem o assunto!

Saiba já como escolher carros comerciais!

Momento de grande dificuldade, a escolha de carros comerciais envolve diversos fatores que variam, principalmente, de acordo com a finalidade de uso.

Isso porque taxistas, frotas para empresas, autoridades e até mesmo profissionais das novas opções de transporte privado (como o Uber, por exemplo) entram na categoria de carros comerciais.

Se você está em dúvida ou simplesmente não faz ideia de como escolher o modelo de veículo correto para a sua necessidade, não deixe de ler este post. Apresentamos, a seguir, os principais fatores para você ficar atento e acertar nessa importante decisão. Acompanhe!

Valor de revisões e manutenção

Independentemente do modelo que você escolha e de qual for a finalidade de uso do carro, avaliar qual é a média dos valores de revisões, trocas de óleo e outras manutenções rotineiras poupa uma boa quantia a longo prazo.

Outro fator importante a se observar é quanto à oferta de peças e acessórios de reposição para o veículo. Nesse caso, saber se há produção no Brasil e se são comumente encontrados em sua região facilitará (e muito!) a vida em uma eventual necessidade.

Para te ajudar nessa parte, enumeramos os itens mais passíveis de troca. Veja:

  • faróis;
  • para-choques;
  • retrovisores;
  • amortecedores;
  • pastilhas de freio;
  • radiador;
  • filtros de combustível, ar e óleo;
  • bombas de água e combustível.

Segurança

Pode até parecer óbvio, mas lembrar-se da segurança é fundamental na hora de adquirir carros comerciais — e particulares também.

Com a recente mudança na legislação, que tornou obrigatória a inserção de freios ABS e air bags frontais em veículos novos, a segurança dos carros 0 km teve um importante avanço, mas ainda assim você deve considerar algumas questões na sua avaliação, como:

  • presença de air bags para todos os passageiros;
  • notas recebidas nos testes de segurança;
  • histórico de falhas, no modelo avaliado, que comprometam a seguranças.

Espaço necessário em carros comerciais

Essa é uma grande questão a ser analisada, pois normalmente está associada à decisão entre um modelo hatch ou sedan.

Quando se fala em espaço, o assunto vai bem além do quesito conforto, já que em táxis e outras modalidades de transporte particular há a necessidade de um porta-malas com espaço suficiente para transporte de malas — que podem ser pequenas ou muito grandes, acredite.

Sabendo disso, para decidir entre um hatch, um sedan ou um utilitário, você deve levar em conta os seguintes pontos:

  • quantidade de passageiros que devem utilizar o veículo;
  • necessidade de espaço para carregar malas ou materiais diversos;
  • finalidade de uso para passageiros ou cargas.

Conforto

Principal requisito dos carros voltados para o uso de autoridades, colaboradores com cargos mais elevados e de transporte privado (táxis e veículos utilizados no Uber), o conforto é essencial para quem passa longos períodos dentro do automóvel ou recebe seus clientes nele.

Quando se trata dessa característica, sua atenção deve se voltar principalmente para a presença de:

  • um bom espaço para acomodação do motorista e dos passageiros;
  • ar-condicionado quente e frio;
  • apoio de braço;
  • tecido dos bancos.

Outros itens também são diferenciais e têm a capacidade de proporcionar conforto, como o número de entradas USB — indispensáveis para carregar smartphones e tablets — e a localização dentro do veículo.

Potência

Quando se fala no assunto, sempre há uma grande discordância: qual a potência necessária para um uso eficiente? Mais uma vez, a resposta vai depender da finalidade à qual o veículo será destinado e do foco (economia ou performance).

Se o carro tem a missão de ser utilizado, na maior parte do tempo, em perímetros urbanos, ou de trafegar em estradas com pistas duplas ou fácil ultrapassagem por outros veículos, os modelos com motor até 1.6V são os mais recomendados. Além de proporcionarem a força necessária, ainda têm um consumo menor de combustível.

Já se a finalidade for totalmente oposta — trafegar constantemente em estradas nas quais seja necessário fazer ultrapassagens e acomodar mais ocupantes ou carga —, optar por um modelo mais potente é altamente indicado.

Economia de combustível

Mesmo que esse não seja o item principal em alguns casos, saber qual é o consumo de combustível de um carro comercial também pode trazer muita economia a longo prazo (ou até mesmo a curto prazo, dependendo da escolha).

Não se esqueça de comparar, já que a maioria dos modelos é bicombustível, o consumo de cada um em todos os combustíveis que forem aceitos. Você pode pesquisar também os valores cobrados nos postos de sua região, que podem influenciar bastante na decisão final.

Se estiver em dúvida entre 2 modelos que se equiparam em diversas características, esse com certeza é um item que deve ser observado e influenciar em sua escolha.

Garantia e itens extras

Quem tem qualidade garante! Não é mesmo? Logo, uma característica importante a ser observada na sua escolha não é só o tempo, mas também a cobertura pela garantia da montadora.

Saber isso pode evitar muitas dores de cabeça e ainda ser um bom direcionamento, pois se a perspectiva de troca do veículo for menor do que o tempo de garantia concedido, você estará coberto em todo o período em que utilizá-lo.

Outro fator importante é verificar a necessidade de utilização de itens extras (centrais multimídias, sensor de estacionamento, faróis de milha, etc). Opte sempre pela aquisição e instalação na própria concessionária, pois, além de contar com um funcionamento perfeito, você ainda mantém a cobertura da garantia.

Valor do seguro

Último quesito, mas não menos importante: avaliar quanto é cobrado para um seguro privado do carro é essencial. Afinal, a diferença entre os valores, de acordo com o modelo, pode significar uma boa economia ou a possibilidade de deixar o veículo mais completo.

Agora que você já sabe como fazer a melhor escolha quanto aos carros comerciais, é só partir para a pesquisa e decidir aquele que se encaixa melhor em seus planos e em suas necessidades.

Gostou do nosso post? Vai colocar nossas sugestões em prática na compra do seu próximo veículo? Não deixe de assinar a nossa newsletter para receber mais dicas como essas sempre em primeira mão!