Câmbio manual ou automático: qual modelo escolher?

Um carro é um bem de alto valor investido, por isso, é preciso compreender as particularidades de seu funcionamento e qual o modelo é o mais recomendado para o uso que se pretende dar. Dentre os pontos mais importantes que merecem uma atenção especial, está a escolha entre o câmbio manual ou automático.

Afinal, como funciona cada tipo? Qual é a melhor opção? Quais são as diferenças entre eles? Preparamos este post para ajudar você a resolver essas questões e entender qual o melhor para suas necessidades. Continue a leitura!

O que é e como funciona o câmbio manual?

A transmissão manual é aquela presente em carros equipados com três pedais: embreagem, acelerador e freio. A principal diferença entre essa opção e a automática é o pedal de embreagem que não existe nesse caso.

A função do pedal de embreagem no câmbio manual é permitir que a força do motor sobre o veículo seja neutralizada, assim, é possível garantir que a troca de marchas seja feita da forma mais leve, sem os “trancos” que atrapalham a vida de qualquer motorista.

Como sugere o nome, nesse tipo de câmbio é o próprio condutor quem faz as trocas de marcha.

E o câmbio automático?

O funcionamento aqui se dá pela transmissão do carro: é ela que analisa e identifica a relação entre velocidade do carro e o motor.

Esse sistema de transmissão realiza todo o processo de definição e troca de marchas sem a interferência do motorista. Para isso, ela faz uso de uma série de itens específicos, como engrenagens diferenciadas e o conversor de torque. A título de curiosidade, é esse conjunto que substitui a embreagem da transmissão manual.

Quais as diferenças entre câmbio manual e automático?

Além dos aspectos técnicos, existem algumas diferenças que valem a pena serem consideradas para uma melhor escolha entre o câmbio manual e o automático. Acompanhe!

Marchas

A nomenclatura das marchas é diferente. No câmbio manual, elas vão da 1° a 5°, mais a ré, enquanto no automático, temos as siglas P, D, N, M ou outras, variando de acordo com o veículo.

Para não errar no uso da marcha, o condutor não habituado precisará ficar atento ao manual do proprietário ou sanar suas dúvidas com alguém que tenha um veículo com o mesmo modelo de câmbio.

Manutenção

A manutenção do câmbio automático é relativamente mais cara que a manual e precisa seguir rigorosamente os períodos que o fabricante indicou. Por exemplo, ele precisa de um tipo especial de lubrificante, sob risco de prejudicar os discos de freio internos, e de trocas regulares de óleo.

Além disso, a manutenção precisa ser feita em um local especializado nesse tipo de câmbio.

Consumo

A aquisição de carros com câmbio automático pode ser um pouco maior que suas versões manuais. Isso acontece porque a troca de marchas acontece na rotação mais alta do motor e o conversor de torque acaba perdendo um pouco de sua energia mecânica.

Qual opção escolher?

A escolha do melhor câmbio depende muito de fatores e gostos pessoais. Sendo assim, sintetizamos a seguir algumas considerações sobre ambas as alternativas que poderão norteá-lo em sua decisão. Desse modo você poderá alinhar cada escolha com aquilo que deseja.

Câmbio manual

Se a ideia é ter um carro que permita que todo seu potencial seja explorado, o câmbio manual é a melhor opção. Isso porque ele consegue garantir um maior controle sobre o comportamento do veículo, especialmente em situações em que há curvas sinuosas.

Aqui, quem decide se o carro precisa de mais velocidade, potência ou torque é o motorista. Claro, tudo é feito de forma manual e isso aparece como uma desvantagem, uma vez que o passar do tempo e o esforço repetitivo podem provocar cansaço no motorista.

Por outro lado, é um sistema que ajuda na economia, especialmente por ter uma manutenção mais barata e um menor gasto de combustível.

Outro ponto que vale a pena observar em qualquer situação é que mesmo que a troca de componentes possa demorar alguns anos, ela pode ser antecipada. Isso pode afetar a vida útil das peças, informação relevante para quem está interessado em adquirir um carro seminovo. Nesse caso, uma avaliação do estado do câmbio evita possíveis dores de cabeça no futuro.

Câmbio automático

Não é raro ouvirmos reclamações de que o câmbio automático interfere na forma como se dirige o carro e que consome mais combustível, especialmente quando são modelos um pouco mais antigos.

De certa forma, devido às suas limitações, o desempenho do carro pode ficar “travado”.

A questão é que nada disso importa para quem quer ter conforto ao dirigir. Em viagens longas e até mesmo no trânsito dos grandes centros urbanos, esse ponto é mais facilmente percebido: há menos esforço por parte do condutor e com isso menos cansaço.

Em resumo, o câmbio manual é para quem quer esportividade, economia e mais domínio sobre o carro. Já o automático agrada quem busca segurança e conforto sem se importar de pagar um pouco mais caro por isso.

Existem outras opções no mercado?

Outras duas opções de câmbio disponíveis no mercado são o CVT e o automatizado.

No tipo CVT, são usadas polias no lugar de engrenagens e isso faz com a troca de marcha seja muito sutil. Esse tipo de transmissão também aproveita melhor o torque do motor.

Dentre as alternativas disponíveis, é a mais avançada e, por isso, a mais cara, tanto de aquisição quanto de manutenção. Porém, ela garante mais conforto e melhor desempenho.

No caso do câmbio automatizado, o que temos é uma transmissão que chega mais perto da oferecida pelo câmbio automático, com a diferença de ter valores mais em conta. Essa opção é mais comum de ser vista em carros compactos e de porte médio.

Alguns condutores reclamam dos trancos na hora da troca de marchas, mas ela não aumenta o consumo do carro nem contribui para a perda de desempenho.

Além disso, há a vantagem do assistente de rampa que garante três segundos até o carro começar a descer em ruas inclinadas, exatamente para que o motorista tenha tempo de engatar a ré para fazer a baliza.

Por fim, ao escolher entre o câmbio manual ou automático, um fator chave que nunca deve ser negligenciado é o perfil pessoal do motorista. Pode acontecer de uma opção excelente para um amigo ser complicada para você.

Avalie como gosta de dirigir e com qual alternativa se adapta melhor. Isso diminui os riscos de fazer uma escolha errada.

Agora que vimos um pouco sobre o que considerar e como escolher o câmbio, aproveite para conhecer mais detalhes sobre o tipo CVT e o que ele tem a oferecer!

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