Direção elétrica ou hidráulica: entenda as principais diferenças

Desde o nascimento do automóvel moderno, no final do século XIX, houve uma grande evolução dos carros, visando melhorá-los em alguns quesitos como conforto, potência, segurança, entre outros. Um dos avanços mais relevantes foi a adoção da direção elétrica ou hidráulica que, nos dois casos, substitui com louvor a pesada e ineficiente direção mecânica.

Para o motorista menos experientes em dirigir carros com diferentes tipos de direção, é maior a diferença entre a direção elétrica e a hidráulica. Porém, elas existem e vão além da sensibilidade passada ao condutor, englobando também outras características que influenciam na manutenção, economia de combustível, potência e no valor de compra do veículo novo.

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Direção hidráulica: eficiente, segura e de menor custo

Quando a direção hidráulica foi introduzida em carros disponíveis ao público, sua intenção era facilitar o processo de guiar o carro, tornando o volante mais leve e possibilitando girá-lo menos, de forma a virar totalmente as rodas para os lados.

Conforme foi adotado o padrão de alocar os motores dos carros na parte da frente, tornando o carro mais pesado na parte frontal, selecionar uma direção mais leve foi bastante necessário, disparando e popularizando o sistema no mundo todo, isso ainda no final do século XX.

De certa forma, é fácil explicar o seu funcionamento: a caixa de direção, no caso da assistência hidráulica, fica completa de óleo, que é mantido sob pressão por uma bomba, enquanto o carro está em funcionamento. Quando o volante é movimentado pelo motorista, o mecanismo dentro da caixa de direção conduz o fluxo do óleo, de forma que sua pressão “empurre” todas as rodas para o lado correto, permitindo menor esforço para quem está ao volante.

Quem mantém a bomba de óleo em funcionamento é o motor do veículo, através de uma correia, da mesma forma que algumas outras peças (compressor de ar condicionado, alternador, etc.). Nesse caso, enquanto o veículo está com o motor ligado, o óleo da caixa de direção está sendo pressurizado, pronto, então, para auxiliar o sistema. Mesmo quando se conduz o carro em linha reta, o mecanismo está sob pressão.

Vem, então, a parte que desabona um pouquinho a direção hidráulica: como quem impulsiona a bomba de óleo é o motor do carro, parte de sua força gerada é utilizada para tal função. Com isso, o veículo tende a consumir cerca de 5% a mais de combustível, uma vez que o motorista necessita acelerar um pouquinho mais para compensar a perda de energia que ocorre na entrega da potência para as rodas.

Outra questão é quanto à manutenção. Como o sistema da caixa de direção com assistência hidráulica tem correia, bomba, êmbolo, entre outras partes internas, com o tempo de uso há desgaste, o que demanda verificação, troca do óleo, e substituição de partes do sistema.

Direção elétrica: mais moderna e com menor manutenção

A introdução dessa tecnologia no mercado de automóveis se deu para contornar duas deficiências da direção hidráulica: a necessidade de manutenção do sistema e o aumento do consumo do motor.

A finalidade é a mesma do outro sistema, mas, como teve concepção mais moderna, tem como característica ser ainda mais leve do que a direção hidráulica. Seu funcionamento é ainda mais simples: existe um motor elétrico junto a caixa de direção, auxiliando no acionamento do mecanismo dela.

Com a adoção desse motor elétrico, carros com motores mais fracos puderam contar com a assistência junto ao volante, nesse caso, sem perdas no desempenho e no consumo do carro.

Na prática, quando o motorista vira o volante, sensores detectam seu movimento e calculam, com a ajuda de um computador, a força a ser aplicada para virar as rodas. Algumas variáveis como a velocidade atual do veículo são consideradas no processo, tornando a direção elétrica também mais inteligente.

Além disso, como o sistema conta com um “cérebro” eletrônico, é possível que o fabricante do veículo possa alterar seu funcionamento atuando no módulo do carro, conforme seu projeto ou evolução.

A manutenção desse sistema é praticamente desnecessária, visto que não há uso de óleo, bomba, correia, entre outros componentes mais propensos a se desgastarem. Além disso, é um sistema que dificilmente cria alguma dor de cabeça.

A melhor escolha entre direção elétrica ou hidráulica

Atualmente, o mercado de veículos conta com carros dotados de direção elétrica, direção hidráulica e ainda a direção mecânica, essa última bem mais pesada e sem nenhum benefício tecnológico.

Para dirigir, considerando os carros do momento, a diferença entre as duas é quase imperceptível, com uma pequena tendência para que a direção elétrica seja mais leve, e a sensação maior no momento de manobras de estacionamento, ou qualquer outra com o veículo parado. Quando se compara com a direção mecânica, nota-se que as duas necessitam menos voltas, o que é outro grande benefício.

Falando de manutenção, a direção hidráulica demandará checagens e algumas manutenções, porém nas revisões de quilometragens mais altas, provavelmente após ultrapassar os 100.000km, necessitando, antes disso, apenas de troca no óleo da direção.

O aspecto final é o valor do veículo. Como o conjunto da direção elétrica é mais moderno e, com isso, mais caro, os fabricantes repassam esse valor ao veículo a ser comercializado, fazendo com que os dotados de direção elétrica tenham, normalmente, um valor de venda um pouco mais alto do que os dotados de direção hidráulica.

Para descobrir qual é a melhor opção para seu caso, durante a compra de um novo carro, visando mais conforto, segurança e menos problemas, analise cada opção. Teste os veículos em condições mais comuns, manobrando-os para estacionar, realizando curvas, desvios, fazendo com que qualquer ineficiência possa ser percebida. Se notar que há compensação em adotar a direção elétrica, não hesite em optar pela mesma.

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