Financiamento de veículo: 4 dicas indispensáveis para não tomar sustos

De acordo com estatísticas fornecidas pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), mais da metade dos carros zero quilômetro emplacados em 2016 foram adquiridos por meio de algum tipo de financiamento.

Diante desse cenário, fica evidente que os brasileiros são adeptos do financiamento de veículo e que a modalidade não só movimenta como também sustenta o mercado automobilístico nacional.

Pensando nisso, no post de hoje, trazemos 4 dicas indispensáveis para você não tomar sustos ao contratar um financiamento. Continue a leitura e confira!

1. Dê a maior entrada possível

Quando se trata de financiamento de veículo, o ideal é dar a maior entrada possível. Isso porque quanto maior for o percentual da entrada, menores serão os juros e melhores as chances de negociação de descontos e taxas.

Além disso, é importante ressaltar que, em alguns casos, os juros bancários são menores que os das concessionárias, tornando interessante a solicitação de crédito para a compra de um automóvel à vista.

2. Desconfie da “taxa zero”

É comum encontrar concessionárias anunciando a “taxa zero” para atrair compradores. No entanto, é importante lembrar que essa taxa não existe, na medida em que os custos, muitas vezes, acabam escondidos sob as letras miúdas dos contratos e das propagandas.

Por isso, antes de realizar a compra de um carro com “taxa zero”, é fundamental que o comprador verifique se o Custo Efetivo Total (CET) não está sendo cobrado, já que diversas taxas administrativas podem estar incluídas no CET, tornando o financiamento mais custoso.

3. Pesquise sobre as concessionárias

Por incrível que possa parecer, o CET — taxa referente aos encargos e incidentes nas operações de crédito — pode variar de acordo com a localização da concessionária.

Em uma concessionária do subúrbio do Rio de Janeiro, por exemplo, o CET de um Ford Ka SE 1.0 é de 17,57%. Em contrapartida, o CET do mesmo carro em uma outra concessionária marca 29,81% ao ano. Essa distinção de valores pode encarecer bastante a prestação. Por isso, é imprescindível que o comprador pesquise o valor do modelo escolhido em diferentes lojas.

4. Analise as principais modalidades de financiamento

Antes de se decidir por um financiamento, é preciso analisar todas as opções disponíveis no mercado. Assim, é possível verificar a que mais se adapta à realidade financeira do comprador.

Crédito Direto ao Consumidor

O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é o tipo de financiamento mais comum. Ele é realizado em bancos públicos ou privados, com base no salário do comprador . Nessa modalidade, o carro fica em posse do comprador, mas não pode ser vendido ou negociado enquanto há prestações pendentes, na medida em que, até que seja quitado, ele pertence ao banco.

A vantagem desse financiamento é a facilidade na transação, que pode ser feita diretamente com o banco, em vez de passar pela concessionária, facilitando a negociação de descontos.

Leasing

O leasing, também conhecido como arrendamento mercantil, funciona como um aluguel de carro, em que há a opção de compra no final do prazo. Dessa forma, caso queira ficar com o veículo, o locatário deverá quitar o pagamento das parcelas antes do término do contrato. Assim, o automóvel passará para o seu nome e ele sairá do leasing.

Consórcio

Nesse financiamento, uma administradora de consórcio de automóveis forma grupos de pessoas interessadas em um veículo que vão pagar uma quantidade de prestações predeterminada. Todo mês, um carro é sorteado entre os participantes, e um outro é disponibilizado em leilão para ser adquirido pelo participante que der o lance mais alto.

Contudo, diferentemente das outras categorias de financiamento, no consórcio há cobrança mensal de duas taxas:

  • de administração;

  • efetiva.

Portanto, é importante ficar atento ao valor delas, pois influenciam diretamente o valor da parcela mensal. Ademais, o comprador deve manter em mente que, embora os valores das prestações possam aumentar de acordo com a valorização do veículo, os juros não sofrem qualquer tipo de reajuste durante o contrato.

Então, conseguiu compreender o que é preciso considerar em um financiamento de veículo? Não temos dúvidas de que agora você está muito mais preparado e confiante para realizar um financiamento.

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