Será que vale a pena optar pelo câmbio CVT? Descubra aqui!

Nas grandes metrópoles, o trânsito é cada vez mais pesado e, para lidar com essa realidade de milhões de pessoas, novas tecnologias surgem todos os dias. O sistema de transmissão dos carros está entre os pontos mais complexos e importantes. Nesse cenário, entre os automáticos e automatizados, também temos o câmbio CVT: uma opção intermediária que, até bem pouco tempo, era encontrada apenas em carros mais caros e, hoje, ganhou o gosto do consumidor, estando presente em veículos mais simples.

Para os adeptos do câmbio CVT, ele apresenta uma série de benefícios, mas essa não é uma invenção recente, como algumas pessoas imaginam. Na realidade, ele surgiu lá nos anos 50 e vem sendo aprimorado ano a ano. Hoje, o câmbio CVT é tido por muitos condutores como o melhor tipo de transmissão para automóveis, especialmente os de passeio.

O que é o câmbio CVT?

A sigla CVT é uma referência ao termo, em inglês, Continuously Variable Transmission. Em uma tradução literal, o significado seria “transmissão continuamente variável”. Basicamente, trata-se de um câmbio que opera em todas as rotações do motor, sem sequer apresentar os famosos engasgos na hora de trocar a marcha, sendo dispensável o conjunto de engrenagens permanentes — tanto as de encaixe manual quanto automático.

Como funciona o câmbio CVT?

Como vimos, o câmbio CVT dispensa a utilização de engrenagens fixas e limitadas. Com isso, as trocas de marcha são virtuais, conforme a velocidade no qual o veículo se encontra, e não há a limitação causada por uma restrição de giros no motor — as chamadas RPMs.

Apesar de parecer um pouco complicado, o câmbio CVT tem um desenho bem simples. Na realidade, ele conta apenas com duas polias de diâmetros diferentes. Uma correia metálica — de alta resistência — faz a ligação entre elas e é responsável por transmitir a força entre os componentes.

Isso permite que esse tipo de transmissão possa oferecer uma aceleração gradual, ininterrupta e previsível, fatores esses que contribuem positivamente para uma melhor condução.

Quais são as diferenças entre câmbio CVT, automático ou automatizado?

Vimos que o câmbio CVT é um tipo de transmissão que não tem marchas, mas sim, polias com tamanhos distintos. Com isso, ele permite ao condutor acelerar o veículo como se estivesse fazendo uso de apenas uma marcha.

É claro que há diferenças significativas entre os três modelos disponíveis no mercado. Confira algumas das principais características deles, para entender melhor em quais aspectos se diferenciam.

Câmbio automático

Esse é o modelo mais popular, até porque é usado há décadas. O funcionamento ocorre na pressão do óleo para que haja a troca de marchas, sendo que, ainda, no conjunto funcional há o conversor de torque e alguns pequenos componentes de embreagem responsáveis pelas mudanças de velocidade.

Câmbio automatizado

O nome já é muito sugestivo. Trata-se de uma transmissão que originalmente não tinha nada de automático, mas passou por uma adaptação para ser. O câmbio automatizado surgiu como uma alternativa mais barata para a opção automática.

O que temos é um tipo de câmbio manual com uma peça integrada, o atuador hidráulico. É essa a peça responsável pela troca das marchas. Basicamente, ela substitui a função exercida pela perna do condutor no pedal de embreagem e de sua mão na alavanca.

Quais são as vantagens do câmbio CVT?

Quando comparamos o tipo de câmbio CVT com as demais opções, a primeira vantagem observada é a economia de combustível. Isso é possível porque quase que toda a força do motor gira em torno das correntes e polias. Enquanto no sistema automático, temos a utilização do óleo, para trabalhar de forma indireta a potência do motor em relação às rodas.

Outra vantagem, é o tempo de desgaste que no câmbio CVT é muito mais lento quando comparado com os manuais. Além disso, a precisão desse sistema é melhor e não depende da condição do condutor para que tenha um bom desempenho.

No mais, há outras vantagens que já até apontamos anteriormente, como maior conforto ao dirigir, mais silêncio e menos trancos, tudo possível graças à própria composição desse tipo de transmissão.

Quais os modelos de veículos com sistema CVT?

Agora, que conhecemos os principais aspectos envolvendo o câmbio CVT, separamos opções em modelos de carros com esse sistema. Confira!

Honda HR-V

Um dos modelos mais populares da companhia japonesa traz um câmbio CVT com um diferencial: ele conta com uma simulação de sete marchas. O HR-V consegue entregar 139 cavalos de potência. Além disso, o carro traz tecnologia de ponta e um excelente sistema de segurança.

Nissan Kicks

O Kicks é um dos carros mais icônicos da Nissan. Ele também conta com um câmbio CVT e uma motorização com 114 cavalos.

Fluence

Esse sedã da Renault oferece motorização com 143 cavalos. O câmbio CVT traz um modo que incluí uma simulação de troca manual.

Vale a pena ter um câmbio CVT?

Sabemos que muito sobre os carros depende de uma questão de gosto, mas alguns aspectos devem ser analisados logicamente. O câmbio CVT é um deles. As montadoras já têm uma gama de consumidores fiéis desse sistema e ela cresce a cada ano. Isso faz com que esse sistema seja, cada vez mais, visado e se torne foco de investimentos.

Além das vantagens destacadas anteriormente, o câmbio CVT é uma ótima opção para quem quer carros familiares, pois oferece velocidade estável, menos gastos, mais conforto e uma maior calma dentro da cabine. Então, se esse é o seu caso, esse sistema pode sim valer a pena!

Contudo, vale lembrar de que, antes de escolher um carro novo, a dica é sempre pesquisar muito. Afinal, cada motorista tem um estilo de condução, um perfil, uma necessidade e quer o veículo para uma ou mais finalidades. Tudo deve ser considerado, até porque estamos falando sobre um bem de investimento alto!

Então, gostou de conhecer um pouco mais sobre o câmbio CVT, suas vantagens e funcionamento? Que tal compartilhar suas experiências com esse tipo de transmissão conosco e nossos leitores? Deixe sua opinião em nossos comentários!

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