Vale a pena pagar a franquia do seguro? Descubra agora mesmo!

Quando ocorre um sinistro que resulta em danos ao veículo, é normal pensarmos em recorrer imediatamente ao seguro. Nesse caso, bastaria pagar o valor combinado em contrato para a seguradora se encarregar dos ajustes. Mas será que vale a pena pagar essa franquia do seguro em qualquer situação?

Neste post, reunimos algumas informações cruciais sobre o assunto, para que você entenda como o seguro funciona e quando vale a pena pagar a sua franquia. Continue lendo para conferir!

Como funciona a franquia do seguro

Chamamos de franquia o valor com que o segurado deve se responsabilizar em determinados tipos de sinistro para que a seguradora faça os ajustes exigidos. Em outras palavras: caso bata o seu carro, você pagará o valor da franquia, e a seguradora, o restante.

Na verdade, essa participação obrigatória funciona como um artifício de segurança para as seguradoras. Ela certifica que o segurado conduzirá o veículo com prudência, não passando por perigos desnecessários por imaginar que o seguro vai cobrir tudo.

Apesar de expressivo, o preço dessa franquia é sempre muito menor que o custo do carro. Além disso, devemos lembrar que ela não é cobrada em casos de perda total e/ou danos a terceiros, nem quando há utilização do carro reserva, do guincho ou outros serviços assistenciais oferecidos pelas companhias de seguro.

Quais são as opções de franquia

Hoje, as seguradoras costumam oferecer quatro tipos de franquia na cotação de seguro. Vejamos, a seguir, cada um deles.

Básica ou Normal

Comumente usada na maioria das cotações, nessa franquia cada seguradora estabelece qual valor será oferecido.

Ampliada

Essa franquia costuma ter um valor duas vezes maior que a básica, e é sugerida para clientes que temem mais a perda total do que os danos parciais. Para esse tipo de franquia, o preço total do seguro é mais barato que o da básica.

Reduzida

No geral, essa modalidade custa a metade da franquia básica. É sugerida aos que preferem pagar mais pelo valor da apólice do que se responsabilizar com consertos: ou seja, para ter uma franquia mais em conta, o preço total do seguro é mais caro.

Isenta

Nessa modalidade não há uma cobrança de franquia do usuário. Não são todas as seguradoras que a oferecem, e o seu uso costuma ter um limite de ocorrências. Além disso, o preço do seguro é ainda maior que o cobrado na opção com franquia reduzida.

Algumas companhias ainda oferecem oportunidades exclusivas na franquia, como descontos em ocasiões especiais, isenção caso o segurado não seja culpado no acidente ou brindes — como lavagem do carro em caso de alagamentos ou enchentes em que o sinistro não extrapole o valor previamente estabelecido.

Os principais tipos de sinistro

Como já foi visto, as seguradoras avaliam como sinistro qualquer situação que cause avarias ao veículo e que esteja coberta pela apólice do seguro. Mas quais são os principais deles? Confira a seguir!

Colisão

Colisões podem resultar em danos parciais (quando a seguradora providencia o reparo do veículo) ou perda total, se os prejuízos forem maiores que 75% do seu valor. Nesse caso, o segurado terá direito à indenização absoluta.

Danos a terceiros

Muitas vezes, os acidentes também provocam danos materiais e pessoais a outras pessoas, o que torna essa cobertura crucial. Nesse caso, a seguradora se encarrega de ressarcir os envolvidos pelos prejuízos causados.

Roubo ou furto

Se o automóvel furtado ou roubado não for recuperado, o segurado receberá a indenização completa. Também existe a possibilidade de optar por uma cobertura adicional de furtos ou roubo de objetos do interior do carro.

Causas naturais

São bem comuns os sinistros que envolvem causas naturais, como alagamentos, queda de raios ou galhos de árvores, além de explosões e incêndios.

Alguns desses tipos de sinistro são bem comuns e, na maioria das vezes, estão previstos em quase todas as apólices. No entanto, existem diversas outras coberturas que são indispensáveis, mas opcionais. Por disso, antes de assinar o contrato é preciso considerar as suas reais necessidades para garantir a segurança que você tanto busca nesse serviço.

O que fazer em caso de sinistro

Na prática, se tudo correr bem, você não precisará mobilizar o seguro. Porém, é importante conhecer os procedimentos que devem ser seguidos na hora de acionar a seguradora, para se garantir. Assim, o processo de restituição relacionado ao dano será feito corretamente, e o mais rápido possível. Para lhe ajudar, listamos algumas dicas:

  • preste os primeiros socorros e libere a via;

  • anote os dados dos envolvidos;

  • registre o boletim ocorrência;

  • contate a seguradora.

Outra dica crucial é sempre ter o número da apólice em mãos — isso acelera bastante o processo. Em geral, as indenizações são pagas em até 30 dias, depois de analisada a documentação e feita uma vistoria, caso exista necessidade de reparos.

Quando vale a pena pagar a franquia do seguro

O valor da franquia é estabelecido no contrato e leva em consideração vários fatores, como as características do automóvel e o perfil do segurado. Portanto, não existe uma fórmula exata para calcular o valor das franquias. O seu pagamento, no entanto, ocorre de forma similar em todos os casos.

Para ilustrar, vamos presumir que a sua franquia seja de R$2.000. Então, após uma colisão, se o veículo precisar de um conserto com o custo total de R$6.000, a seguradora pagará R$4.000, e você (o segurado) fará o pagamento dos R$2.000 que restaram.

Diante disso, uma dica importante é: antes de abrir um chamado de sinistro na sua seguradora, compare o custo da franquia com o valor do reparo necessário em uma oficina de confiança. Se existir a possibilidade de o serviço ser feito por um valor menor que o da franquia, não vale a pena acionar a seguradora.

Outro fator importante é a classe de bônus: muitos não sabem, mas essa é uma espécie de desconto que as seguradoras oferecem para os seus segurados que renovam o contrato sem terem sofrido nenhum sinistro no acordo anterior. Assim, o segurado pode receber descontos em apólices futuras.

Levando tudo isso em consideração, muitos preferem assumir integralmente o valor do conserto quando ele fica quase similar ao valor da franquia do seguro. De todo modo, por fim, a lógica é bem simples: só compensa abrir um chamado de sinistro se o preço do reparo for superior ao da franquia contratada.

Então, gostou deste post? Se quiser mais informações sobre o assunto, aproveite para conferir também como funciona o seguro para carro blindado!

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