Economizador de combustível: funciona e vale a pena investir?

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Com a variação dos preços, é bastante comum que as pessoas busquem soluções para os seus abastecimentos. Entre elas, existe uma que se destaca e que vem chamando a atenção do consumidor: o economizador de combustível. Mas, afinal de contas, o que é isso?

Como toda novidade, o aparato chamou a atenção de muitos. No entanto, não são todas as pessoas que conhecem a realidade sobre o dispositivo. Por isso, desenvolvemos este post especial sobre o assunto, para explicar tudo o que você precisa saber sobre o tema. Acompanhe!

A busca pela economia de combustível

Em um primeiro momento, é importante entender e normalizar o comportamento do consumidor. Afinal, sempre devemos lembrar de que o preço dos combustíveis flutua bastante no Brasil, tanto por questões domésticas como internacionais.

Para além desse cenário, o consumidor também precisa lidar com alguma retração no consumo, tentando cortar desperdícios na medida do possível. É por essa combinação de fatores que se forma o interesse em torno de soluções para economizar combustível.

E, aqui, não falamos apenas de dispositivos mirabolantes, mas também daquelas boas práticas de condução, em que se evita trafegar em altas rotações, acelerações desnecessárias com o carro parado ou pilotagens mais agressivas, que, invariavelmente, exigem mais do motor.

Nesse sentido, tanto a alta dos preços dos combustíveis como a necessidade particular de economizar acaba motivando as pessoas em busca dessas soluções práticas, pois existe um desejo imediato de reduzir custos na medida do possível.

Então, eis que surge uma novidade no mercado: e esse tal economizador de combustível? Será que funciona? Pois bem, caro leitor! Isso é o que você descobrirá nos tópicos a seguir.

As principais dúvidas sobre o economizador de combustível

Como toda novidade, o economizador vem misturado em muito mistério, boato, desinformação e polêmica. Por isso, a nossa tarefa aqui é eliminar toda a confusão sobre o tema, apontando de maneira clara e objetiva o que é esse dispositivo. Veja!

O que é o economizador de combustível?

Tecnicamente, um economizador de combustível é qualquer componente de engenharia mecânica ou eletrônica que otimize a injeção, o aproveitamento ou o consumo de combustível em um conjunto mecânico.

Sendo assim, a própria indústria automotiva desenvolve tecnologias do tipo, como turbinas, sistemas Start/Stop e muitos outros — mas deixaremos isso para outro momento. Afinal, o nosso objetivo aqui é jogar uma luz sobre os novos “economizadores”, aqueles que vêm balançando o mercado e que são soluções estranhas às montadoras.

Quais os diferentes tipos desses economizadores clandestinos?

Vendidos sob o marketing duvidoso de reduzir o consumo em 20%, os economizadores paralelos são amplamente encontrados em sites classificados na internet. Entre estes, existem três propostas de produtos diferentes.

O primeiro tipo, mais popular, se diz capaz de aumentar a geração de faísca na vela de ignição. Com esse pretexto, o equipamento sugere tornar a combustão mais ágil, assim, reduzindo o desperdício. Nesse caso, trata-se de um dispositivo elétrico, conectado ao cabeamento das bobinas e velas.

Um segundo modelo vai além na promessa. Em sua descrição, indica aproveitar os gases expelidos pelo tanque, redirecionando os vapores produtos da combustão novamente para o motor, sem deixar que esses gases passem pelo canister, um filtro fundamental para o conjunto mecânico. Sem a filtragem, a injeção desse ar pode desequilibrar a relação de ar e combustível na câmara, catalisando uma explosão.

Um terceiro modelo já decide abandonar toda a razoabilidade da insensatez. Simplesmente, sugere que, por meio de um aparato magnético, o economizador é capaz de adulterar a orientação molecular do combustível, aumentando sua reatividade e fazendo a combustão mais instantânea e eficiente.

Não, você não leu errado: um dispositivo paralelo que promete adulterar o comportamento celular da sua gasolina, sem mais, nem menos.

Para além dessas, ainda existem outras abordagens de menor importância, como a reprogramação da central eletrônica do carro e o acréscimo de um tanque complementar com água.

Eles funcionam?

Objetivamente, não! Ainda que existam abordagens que demonstrem uma redução marginal no consumo, elas acabam drenando energia de outra área, tornando o projeto ineficiente. Esse é o caso do tanque de água, que utiliza carga da bateria para promover eletrólise, gerar hidrogênio e canalizá-lo para a câmara de combustão.

Em todos os exemplos, existe uma tentativa pouco estratégica de resolver um problema. Pois veja, a indústria automotiva emprega os melhores cérebros da área para resolver esses dilemas, considerando o melhor equilíbrio entre peso, comportamento dinâmico, aceleração, desempenho e autonomia. Por esse motivo, o carro original, livre de qualquer modificação, já é o mais econômico para o combustível ao qual foi projetado.

A melhor solução

Sendo assim, a melhor solução sempre foi e continua sendo contar com um veículo autêntico, com economizadores próprios de fábrica. Quer alguns exemplos disso? Pois bem, considere o sistema de turbo alimentação. O turbo é um componente que reaproveita os gases da combustão, pressurizando-os e disparando-os novamente na câmara.

Por conta disso, o carro desempenha uma melhor aceleração em baixas rotações. Com o motor girando menos, há menor consumo de combustível. E, com o acréscimo de potência do turbo, os motores podem ser menores, dessa forma aproveitando do famoso conceito do downsizing.

Outro recurso que merece destaque são os sistemas Start/Stop, também conhecidos como partida sem a chave. Além de oferecer comodidade aos proprietários, a tecnologia desliga o motor em períodos de ociosidade, como breves paradas no sinaleiro ou as constantes pausas de um congestionamento.

Agora, veja alguns modelos Honda que contam com e aproveitam dessas tecnologias!

Honda Civic Touring 1.5 Turbo

  • modelo sedan;
  • 173 cv de potência em um motor 1.5;
  • 22,4 kgf.m de torque disponíveis logo aos 1.700 RPM;
  • consumo urbano de 11,8 km/l;
  • consumo rodoviário de 14,4 km/l.

Honda HR-V Touring 1.5 Turbo

  • modelo SUV;
  • 173 cv de potência em um motor 1.5;
  • 22,4 kgf.m de torque disponíveis logo aos 1.700 RPM;
  • consumo urbano de 11,8 km/l;
  • consumo rodoviário de 12,6 km/l.

Honda CR-V Touring 1.5 Turbo

  • modelo SUV;
  • 190 cv de potência em um motor 1.5;
  • 24,5 kgf.m de torque disponíveis logo aos 2.000 RPM;
  • consumo urbano de 10,4 km/l;
  • consumo rodoviário de 11,9 km/l.

Para além desses modelos turbinados, também vale destacar as excelentes médias dos compactos aspirados da Honda. Como exemplo, destacamos o Fit, o City e o WR-V, todos 1.5, que, no trajeto rodoviário, conquistam marcas como 13,6 km/l, 14,6 km/l e 12,4 km/l, respectivamente.

Pois então, você gostou deste post que esclarece o assunto em torno do economizador de combustível? Aproveite para continuar antenado em mais novidades do universo Honda, assinando a nossa newsletter!

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