Tudo que você precisa saber sobre o sensor de fadiga

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É sabido que dirigir cansado ou com sono pode ser fatal, não apenas para o motorista fadigado como também para os ocupantes do veículo e todos aqueles que dividem as ruas com ele, motoristas ou pedestres.

Isso porque a sonolência e o cansaço limitam os reflexos de uma pessoa, impedindo-a de reagir em tempo hábil em uma situação de emergência. Além disso, as famosas “pescadas” podem fazer com que o motorista tire o veículo da pista ou colida com outro carro.

Por todos esses motivos, muitas montadoras já estão investindo, atualmente, no sensor de fadiga. Você já ouviu falar sobre essa tecnologia? Sabe como funciona? Quais são as opções disponíveis? Nós contamos tudo sobre o assunto agora mesmo, confira!

Como funciona o sensor de fadiga

Você pode estar se perguntando como um carro é capaz de detectar se o motorista está cansado, não é mesmo? Na verdade, a tecnologia é tão incrível quanto simples: o sensor monitora alguns parâmetros de comportamento do condutor, avaliando caso se alterem de forma inesperada ou “fora do padrão”, como:

  • comportamento de direção;
  • aceleração lateral;
  • uso do pedal.

Ou seja, geralmente, nos primeiros quinze minutos de direção, o sistema registra o comportamento do motorista — entre a sua atuação no volante e também nos pedais. Se o motorista está seguindo por um trecho a determinada velocidade, seguindo um padrão, por exemplo, e, de repente, alguns desses padrões se alteram na viagem, indicando a fadiga, o sensor emite o aviso — que, geralmente, é visual, sonoro ou ambos.

A tecnologia é tão impressionante que também já tem alguns movimentos registrados como sinal de cansaço e sonolência, como o afastamento do carro da faixa e, em seguida, o seu retorno. Essas manobras já são suficientes para emitir um sinal de alerta ao motorista e indicar uma parada para um descanso ou um cafezinho.

Normalmente, o sensor de fadiga reemite o sinal a cada 15 minutos, caso o automóvel não seja parado ou o comportamento do motorista não seja alterado para melhor.

Quais são as opções de sensores de fadiga existentes

Além dos comportamentos do motorista que podem ser facilmente monitorados pela tecnologia dos sensores de fadiga, existem outras situações de risco que podem ser sinalizadas pelo sistemas existentes no mercado, ajudando a previnir acidentes e a salvar vidas. Conheça alguns deles!

Posição do automóvel nas faixas da rua

Esse sistema está programado para emitir o alarme caso a posição do carro na faixa permanecer a mesma por mais de 20 minutos, em média. É chamado de Attention Assist (ou Auxiliador de Atenção, em português), e está disponível nos modelos da Mercedes.

Passagem involuntária da faixa de rolagem

A partir de câmeras instaladas no lado externo do veículo, esse sensor de fadiga indica por meio de um sinal sonoro, luminoso ou, ainda, sensorial no volante (a depender do modelo), quando o carro sai da faixa. Algumas tecnologias, inclusive, corrigem a trajetória. Esse sensor de fadiga está presente em alguns modelos da Ford, Chevrolet, Land Rover, entre outros.

Colisão frontal

Nessa tecnologia, uma distância segura do carro da frente é predefinida pelo próprio motorista e, quando ela é atingida, o detector emite o sinal. Em alguns casos, o sensor também ajusta a velocidade, para que esse limite seja respeitado. A tecnologia bastante útil para evitar acidentes está presente em alguns modelos do Honda Civic, que você encontra com os melhores preços na HPoint.

Além do Civic, algumas versões do Jeep Compass, Nissan Sentra e Kicks também são dotadas com o sistema.

Colisão traseira

Quando percebe o risco de batida, esse sensor de fadiga avisa o motorista e também liga o pisca-alerta, a fim de alertar o condutor do carro que está logo atrás.

Se nada for feito e o perigo for iminente, o resultado é ainda mais impressionante: os vidros se fecham (para que estilhaços e outros objetos não atinjam quem está no interior do veículo) e os cintos se ajustam, preparando o automóvel para o impacto e protegendo os ocupantes ao mantê-los na posição mais segura possível.

Uso de celular e cigarro

Hoje em dia, o uso do celular ao volante resulta em alarmantes números de acidentes de trânsito. Para tentar amenizar esses riscos, existem sensores que não são exatamente de fadiga, mas, sim, de motoristas distraídos.

A tecnologia é capaz de detectar quando o condutor desvia os olhos da pista de forma constante, além daqueles que utlizam o celular ou fumam enquanto estão no volante.

Para completar o serviço de educação no trânsito, o sensor alerta sobre as infrações que estão sendo cometidas e os vídeos com os registros das infrações são gravados, para análise posterior.

Como adaptar o sensor às suas necessidades

Como dissemos ao longo deste texto, algumas funcionalidades são captadas pela tecnologia automaticamente, assim que o motorista entra no carro e começa a dirigir. Isso quer dizer que cada nova viagem será monitorada de forma individualizada, de acordo com o comportamento do condutor nos primeiros 15 minutos, em média.

Além disso, existem algumas funcionalidades que podem ser preprogramadas pelo motorista, como a distância que ele considera segura a partir do carro da frente — isso, claro, com um limite mínimo.

Vale lembrar que, em alguns modelos de veículos, os sensores de fadiga já vêm como itens de segurança. Muitos carros da Honda, por exemplo, que são reconhecidos em todo o mundo por sua segurança, já têm a tecnologia disponível, em variadas versões.

Também existem empresas especializadas na comercialização do sensor, que pode ser instalado, inclusive, em frotas de veículos, a fim de garantir a segurança e o maior controle das empresas.

Como vimos, a tecnologia está presente no mercado automobilístico em variadas frentes, não apenas para deixar os carros mais potentes e econômicos, mas também para garantir a segurança de motoristas, passageiros e de todos os que fazem parte do trânsito. E isso não diz respeito apenas à estrutura do veículo, mas também ao alerta e à conscientização dos condutores — fator primordial para um trânsito melhor.

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