Escolha o ideal: 5 tipos de alarme para carro

Segundo uma matéria de 2017, da Folha de São Paulo, o Brasil tem, em média, um roubo ou furto de veículo por minuto. Esse dado assustador faz com que os proprietários tenham uma grande preocupação, uma vez que é preciso investimento para ter o carro próprio e o público para a revenda de automóveis e peças no mercado negro é grande, sendo um dos principais fatores que aumenta a criminalidade.

Por esse motivo, instalar itens de segurança, como o alarme automotivo, se tornou essencial. Basicamente, os alarmes são um conjunto de sensores conectados a uma sirene, com o objetivo de detectar alterações no interior do carro. Assim, se houver movimentação, portas forçadas ou janelas quebradas, por exemplo, o sensor do alarme é sensibilizado, emitindo um aviso sonoro.

Existem alarmes universais, que podem ser instalados em qualquer modelo de automóvel, e aqueles específicos para determinadas marcas e modelos. Os alarmes mais completos ainda permitem funções adicionais, como o corta combustível. Ao parar o carro, o dono pode armar essa função e, caso o veículo seja roubado, após poucos metros é interrompida a transmissão de combustível para o motor.

Como existem vários tipos de alarmes para carro, separamos algumas opções neste post para que você se informe e escolha o melhor modelo para a proteção do seu veículo. Acompanhe!

1. Alarme perimétrico

O alarme do tipo perimétrico é o mais comum nos carros, sendo também um dos modelos mais simples. Isso porque ele emite um aviso sonoro quando há a tentativa ou abertura indevida das portas dianteiras ou traseiras.

No entanto, nem sempre esse tipo de alarme é sensibilizado quando o capô ou o porta-malas é aberto, o que pode significar um grande prejuízo, visto que o estepe do carro pode ser roubado, assim como outros itens de valor e peças do veículo. Além disso, em alguns modelos, é possível adentrar o interior do carro através do porta-malas e ter acesso aos itens do porta-luvas.

Sendo assim, esse tipo de alarme não é indicado para quem estaciona frequentemente o carro rua ou o deixa exposto em outras situações.

2. Alarme volumétrico

Esse tipo de alarme tem seu funcionamento baseado em dois componentes. Um deles, chamado de sensor ultrassônico ou “alto-falante”, é responsável por emitir ondas sonoras que cobrem toda a cabine do carro e monitoram as movimentações que acontecem em seu interior.

Quando o veículo está fechado e sem alterações, o perfil da onda sonora transmitido ao segundo componente (ou “microfone”) é o padrão, sendo reconhecido pelo sistema de alarme como um aviso de que tudo está em ordem. No entanto, se as janelas forem violadas ou as portas forçadas o perfil da onda se altera, transmitindo ao microfone a necessidade de disparar o alarme sonoro.

3. Bloqueador de freios e partes elétricas

Esse modelo de alarme consiste em um sistema que é conectado ao freio do veículo, ficando próximo ao motor. Quando se pisa no pedal o bloqueador é ativado, o que permite a passagem de fluido do freio em apenas um sentido, travando as rodas e impedindo o movimento do carro.

Apenas com um sinal elétrico esse bloqueio é cortado, liberando o fluxo do fluido de freio nos dois sentidos para que haja a possibilidade de movimento. Esse sistema pode ser instalado de diversas formas, como por meio de acionamento manual de um botão pequeno instalado no interior da cabine do veículo, em um local específico escolhido pelo proprietário.

Além disso, é possível acioná-lo também com um contato eletrônico automático na porta do veículo ou pelo afastamento do automóvel de um sistema de alarme de presença. Como última opção, o bloqueador pode ser ativado pelo sistema de telefonia de celulares.

Já o bloqueador de parte elétrica é um dos mais antigos e necessita da utilização de uma espécie de tetra chave para carros que desativa todos os circuitos elétricos. Desse modo, caso ocorra o roubo, o freio trava as rodas e o automóvel não sai do lugar.

4. Rastreador

O rastreador de carros é um aparelho pequeno, instalado dentro do veículo, para determinar com exatidão a posição do carro, independentemente se ele está em movimento ou parado. Isso só é possível porque os sinais são emitidos para uma central devido à comunicação com diversos satélites distribuídos ao redor da Terra.

A maior vantagem desse tipo de alarme é a rápida recuperação do carro após o roubo. Afinal, quando o veículo demora a ser encontrado ele pode ter sérios estragos ou até ser desmontado para a venda de peças. Além disso, o rastreamento tem um valor menor quando comparado ao de uma apólice de seguros, por exemplo.

5. Sensor de movimento adaptado

Atualmente é comum que os automóveis já saiam das fábricas com acelerômetros instalados. A função deles é prestar auxílio aos equipamentos de segurança, como o controle de estabilidade, em que é preciso captar movimentos como inclinação e aceleração do carro.

Assim, o acelerômetro pode ser integrado ao sistema de alarme e provocar o seu acionamento caso o automóvel seja movimentado. Essa função pode ser útil em roubos feitos com guincho ou reboque sem que haja violação das portas, janelas ou porta-malas.

Escolher um bom alarme não é uma tarefa fácil. Sendo assim, primeiramente, observe se o alarme é acionado em todas as situações, optando por aquele que monitore o capô, porta-malas, ignição, interior do veículo e todas as portas e janelas.

Também é importante estar atento a três fatores. O primeiro deles é a ativação do aviso sonoro, muito importante para assustar os ladrões e avisar o dono do carro que algo não está certo. Ele deve funcionar em todas as ocasiões e ter alto volume. Os dois outros aspectos incluem o fechamento automático dos vidros e o sensor de proximidade.

Por fim, considere se a empresa ou marca escolhida pode ser considerada como de total confiança. Para isso, peça indicações para amigos e familiares que estão satisfeitos com os alarmes dos seus veículos.

E então, entendeu quais são os tipos de alarmes para carro e como escolher o ideal para o seu? Apesar de o alarme ser uma ótima opção de segurança, algumas pessoas necessitam de maior proteção. Nesse caso, os carros blindados podem ser uma boa alternativa. Saiba mais sobre essa tecnologia e como escolher o seu neste post!

Confira quais carros Honda foram premiados pela revista Quatro Rodas

Escolher o modelo do seu próximo carro, em um mercado com tantas opções quanto o nosso, pode ser mais complicado do que se imagina. Por mais que se saiba o tipo de carroceria e motorização desejados, ainda sobram outras variáveis, como os opcionais, itens de conforto, de segurança, etc. Para auxiliar na sua escolha, falaremos um pouco sobre quais são os carros Honda premiados pela revista Quatro Rodas.

Desde 1960, a Revista Quatro Rodas realiza avaliações, testes, e se mostra bastante capacitada em submeter os veículos a situações comparadas ao nosso dia a dia. Com isso, você tem mais informações sobre o que pode e quer comprar.

Mostraremos neste post como a Quatro Rodas realiza sua pesquisa, deixando claro o motivo pelo qual essa revista é tão esperada para quem se interessa por carros. Continue a leitura para entender melhor a pesquisa e conhecer boas opções no mercado!

Como a eleição da Quatro Rodas é realizada?

A pesquisa “Os Eleitos da QR”, realizada sempre no final de cada ano, completou 17 anos. Sua receita é bastante simples: permitir que cada leitor do periódico cite vantagens e desvantagens de um modelo escolhido, revelando suas alegrias e tristezas.

Atualmente, 45 veículos — dentre os mais vendidos do país — participam dessa pesquisa. Eles são divididos em categorias que refletem melhor suas características como SUV, hatch, sedã, entre diversas outras.

Um total de 23 itens são apresentados ao leitor, que indicará com uma nota, seu grau de satisfação para cada um deles. As opções figuram dentro das divisões de desempenho, segurança, conforto, confiança na marca, cobertura da rede de concessionárias, design, custos, dirigibilidade e manutenção.

Como não há nenhuma interferência da equipe da QR no resultado final do estudo, por intermédio dos dados coletados, você pode ter a percepção da maioria dos amantes de carro diante dos modelos disponíveis no país, muitas vezes com disputas bastante acirradas pela vitória em cada uma das categorias.

Quais foram os carros Honda premiados pela revista Quatro Rodas?

Selecionamos as 3 premiações mais recentes dos veículos Honda para demonstrar quais foram suas características que permitiram a vitória em suas categorias. Veja abaixo:

1. Civic — categoria Sedãs médios 2017

O Civic, uma referência entre sedãs desde sua versão de chegada no país, foi premiado como o melhor sedã médio, demonstrando porque tem posição consolidada no mercado. Não é à toa que ele acumula 4 títulos no ranking geral da pesquisa “Os Eleitos”, que engloba todas as categorias disponíveis.

Na última pesquisa, detalhes como o novo design, além do inédito motor turbo de 1.5 litros — disponível na versão Touring, com 173cv de potência —, foram os grandes motivos da sua vitória. Outras vantagens como o espaço em porta-malas — que aumentou no Civic atual —, o tamanho interno, a velocidade de arranque e o fácil acesso aos comandos, também foram determinantes.

Mesmo o Civic tendo sido bastante modificado desde sua chegada ao Brasil, com evoluções tecnológicas e acompanhamento do design mais atual, ele sempre é bem cotado nas diversas disputas por prêmios, encarando muito bem todos os concorrentes que já existiram desde sua chegada até hoje. Por isso, é tão bem avaliado no mercado e querido pelos proprietários.

2. Fit — categoria Minivans 2017

O Fit é outro carro que sempre figura entre os melhores da pesquisa. Empatado com o Civic, também faturou por 4 vezes o primeiro lugar no ranking geral.

Para o ano de 2017, os pontos costumeiramente elogiados do Fit novamente o colocaram em vantagem entre as minivans: ótimo espaço interno, bom preço de revenda e grande — no sentido da palavra — espaço no porta-malas.

Considerando estes e outros bons pontos que você já conhece, o Fit apresentou grande vantagem na pontuação sobre o segundo colocado, se consolidando como um carro excelente para você transitar confortavelmente sozinho ou com a sua família, pois sua economia de combustível sempre foi um parâmetro bastante lembrado, tornando-o uma boa opção para quem enfrenta muitos quilômetros diariamente.

3. HR-V — melhor compra de 2016

Indicado e eleito como a melhor compra de 2016 no segmento dos SUVs, o HR-V simplesmente sobrou em vantagens. Considerado nos comparativos com seus concorrentes diretos, o mais econômico, espaçoso e versátil, teve o título mais do que merecido.

Ao compará-lo com concorrentes do seu segmento, fica fácil entender: o HR-V tem excelente retomada e boa aceleração mesmo sem desprezar a economia de combustível, liderando com facilidade o quesito “consumo” no ciclo urbano e no rodoviário.

Outro ponto fortíssimo é o seu câmbio CVT, indicado como um dos melhores do mercado, que possibilita bom rendimento e baixo ruído, aliando rapidez e suavidade. Entretanto, velocidade não é tudo, é preciso parar! E nesse quesito, o HR-V também impressiona, uma vez que seu sistema de freios e disco, presentes nas quatro rodas, permite frenagem com eficiência, parando com segurança o HR-V antes dos concorrentes.

Quando falamos sobre conforto, o Fit apresenta outra grande vantagem em cima dos concorrentes: melhor espaço para as pernas no banco traseiro, além do maior tamanho útil no porta-malas. O bom acabamento interno, sem esquecer dos detalhes, entrega a sensação de estar na direção de um carro sensacional.

Existem outros carros da Honda premiados?

Claro! Além dos modelos destacados, outros carros foram também premiados por revistas, sites e demais veículos de mídia.

O City é um bom exemplo. Foi eleito pela Best Cars — um importante site sobre carros —, como o melhor sedã pequeno de 2017. Para essa escolha, a Best Cars considerou o prazer do uso do City, seus recursos, valor, potencial de revenda, entre outras informações.  

Entretanto, o grande acumulador de prêmios ainda é o Civic. Além das diversas vitórias na Quatro Rodas e Best Cars, ainda faturou diversas disputas realizadas pelo Jornal do Carro, Auto Esporte, entre outras premiações.

Mas não são apenas os carros da Honda que são premiados: a própria marca também é indicada e ganhadora em diversas categorias. Podemos citar, como exemplo, o último prêmio de “Melhor carro para viajar em 2018”, cedido pela revista Viaja SP — parte integrante do jornal Folha de São Paulo.

Com todo o conteúdo apresentado, certamente ficou mais fácil compreender algumas das diversas vantagens de adquirir um carro da Honda. Para a escolha do seu próximo veículo, vale a pena considerar um dos premiados pela revista Quatro Rodas.

Gostou de conhecer alguns dos prêmios recebidos pelos carros da Honda? Assine a nossa newsletter e tenha acesso a conteúdos exclusivos!

Conheça os itens que são obrigatórios no seu carro

O dono de um veículo precisa andar com o seu documento de identificação e os documentos do carro, que devem estar em dia. Além disso, os impostos referentes ao carro devem ser pagos na data correta para evitar multas e suspensões.

Por fim, para estar dentro da lei, o automóvel também precisa ser equipado com alguns itens. Saiba com este post quais são os itens obrigatórios no carro e qual é a sua importância para a segurança do motorista e dos passageiros.

Dispositivos de iluminação

Em um veículo existem diversos dispositivos de iluminação que devem estar ativos, como:

  • lanterna que ilumine a placa traseira na cor branca;
  • faróis principais (dianteiros) de cor branca ou amarela;
  • luzes de posição dianteiras (faroletes) na cor branca ou amarela;
  • lanternas traseiras e de freio de cor vermelha;
  • lanternas que indiquem a direção (setas). Se dianteiras devem ter cor âmbar, já as traseiras podem ser de cor âmbar ou vermelhas;
  • lanterna de marcha à ré de cor branca;
  • lanternas delimitadoras e lanternas laterais;
  • luz diurna de acendimento automático (somente a partir de 2023).

As luzes são essenciais para que o motorista seja visto e veja outros automóveis e suas ações, evitando colisões e acidentes. Porém, além de estar com o sistema de iluminação em dia, é preciso que o motorista saiba usá-lo corretamente.

Cinto de segurança

A função do cinto de segurança é evitar que, durante uma colisão, o passageiro seja ejetado para fora do veículo ou projetado contra as partes fixas do automóvel. Esse item é essencial para manter a integridade física e evitar maiores danos em acidentes. Assim, ele é um item obrigatório dentro do carro e que deve ser usado em todos os momentos.

Estepe

O estepe é um item obrigatório para todos os carros vendidos no Brasil, sejam eles nacionais sejam importados. O pneu sobressalente é importante para imprevistos em que o pneu usado no carro sofre algum dano, como furos, por exemplo.

A exceção são os carros equipados com o modelo run flat, um pneu que tem várias camadas de borracha em densidades diferentes. Além disso, é preciso ter selante suficiente para o reparo de um pneu e também de equipamento próprio para encher o pneu até a pressão recomendada pelo fabricante para uso temporário.

Ferramentas de emergência

O kit de ferramentas de emergência é composto por um macaco hidráulico, chave de rodas e triângulo. A sua falta é considerada infração gravíssima, gerando multa para o infrator e também 7 pontos na carteira.

Isso porque seu uso é imprescindível para trocar um pneu pelo estepe em situações de emergência. A chave de rodas é usada para afrouxar os parafusos das rodas, sendo em formato de “L”. Em alguns veículos essa ferramenta é equipada com um adaptador para parafusos mais resistentes.

O triângulo é essencial para sinalizar na via que um veículo está parado por qualquer tipo de problema. Essa sinalização deve ser feita a 10 metros do local e o triângulo precisa ser feito de material que reflita a luz dos faróis para maior segurança durante a noite.

Já o macaco é o equipamento que retirará o veículo do solo para que o pneu seja retirado e posteriormente trocado. No manual do proprietário do veículo há instruções do local em que se deve posicioná-lo corretamente.

Lembre-se de conferir se esses itens estão presentes quando adquirir um veículo usado e qual é o seu local em um novo carro, visto que eles podem variar conforme o modelo.

Limpador de para-brisa

Sendo obrigatório por lei, o limpador de para-brisa é essencial para manter a segurança, principalmente em dias de chuvas fortes, já que impedem o acúmulo de água e permitem a visibilidade do motorista. Para que ele funcione corretamente é preciso verificar o estado das palhetas.

Complexo de freios

Os freios ABS estão presentes em todos os carros novos no Brasil, visto que a legislação exige que esse item seja incluído, atualmente, em todos os modelos.

O sistema é formado pelos freios de serviço, seja de disco seja de tambor, que estão sob as rodas com acionamento por pedal. Apesar de serem tecnologias diferentes, as duas peças utilizam pressão hidráulica para gerar atrito entre o chão e as rodas.

O freio de estacionamento pode ser ativado por alavanca (freio de mão) ou tecla no console central. Em alguns automóveis, ele também pode ser ativado por pedal.

Buzina

As buzinas devem emitir um som de no mínimo 93 decibéis e no máximo 104. Seu uso é importante para evitar acidentes no trânsito, uma vez que seu som serve para fazer advertências, o que deve ser feito com toques breves.

Se o condutor usar a buzina de forma prolongada, repetitiva e sem justificativa, cometerá infração leve, podendo ser punida com três pontos na carteira e multa.

Airbags frontais

No Brasil os airbags frontais estão presentes em todos os veículos produzidos a partir de 2014. Sendo assim, a legislação exige que a bolsa seja, pelo menos, para o motorista e o passageiro localizado ao seu lado.

Seu sistema é muito sofisticado, visto que a bolsa de ar é acionada em frações de segundos após a colisão do veículo e ele só é acionado em situações graves e de forte impacto. O objetivo é proteger a integridade física dos ocupantes do carro, impedindo que o motorista se choque contra o volante ou seja projetado para fora do veículo.

O airbag do motorista fica no volante, enquanto o da carona é instalado no painel em frente ao banco, onde ficava o porta-luvas antigamente.

Por fim, lembre-se de que realizar a revisão do carro periodicamente é fundamental para rodar tranquilamente e evitar acidentes e imprevistos. Isso porque, mesmo que o veículo tenha todos os itens obrigatórios, é preciso assegurar que seu funcionamento está ocorrendo ou ocorrerá perfeitamente quando for acionado.

Além da revisão, o motorista precisa ter cuidados com o seu carro, como a calibragem dos pneus, a troca de óleo com frequência e o teste do sistema de luz. Se houver algum problema, procure assistência, evitando multas e acidentes.

Anotou quais são os itens obrigatórios no carro? Lembre-se de conferi-los na próxima revisão! Quer ler mais conteúdos sobre automóveis? Siga a gente nas redes sociais! Estamos no FacebookTwitter, Youtube e Flickr.

Entenda o significado das luzes do painel do seu carro

Para que você tenha tranquilidade com o seu carro, a verificação periódica dos itens básicos — que permitem ao seu veículo funcionar corretamente — é algo de grande importância. E as luzes do painel estão aí justamente para nos auxiliar nessa tarefa, nos alertando caso algo esteja errado.

Os carros, que antes eram basicamente compostos de conjuntos mecânicos e hidráulicos, hoje são bastante evoluídos e contam com auxílios eletrônicos, que permitem mais economia, conforto e segurança. Junto a isso, houve a entrada da central, com a função de integrar e coordenar todas as partes funcionais do veículo, fazendo-as trabalhar de maneira contínua e correta, além de alertar o motorista sobre qualquer alteração.

Neste post, entenda melhor como o carro pode interagir com seu motorista por meio das luzes. Acompanhe!

Como funcionam as luzes do painel?

Para que a central possa operar, diversos sensores foram projetados e instalados em várias partes do carro, verificando itens como o estado das pastilhas de freio, a passagem de ar pelo motor, a temperatura da água, do óleo e do ar, a emissão dos gases pelo escapamento, o ciclo de trabalho interno do motor, a posição das portas, entre outros.

Dessa forma, a central rapidamente reúne as informações e promove o melhor funcionamento possível do conjunto — inclusive em situações de colisão e perda de controle, dentre outras emergências, onde o problema poderá ser minimizado.

É nesse ponto que as já comentadas luzes entram em ação. Elas são uma forma de o carro se comunicar com o seu condutor, indicando possíveis alertas pela cor amarela e emergências pela cor vermelha.

Porém, essa “tecnologia” já existe há um bom tempo. Mesmo antes da entrada das centrais nos veículos, as luzes já estavam disponíveis em quantidade reduzida. Hoje, graças aos diversos sensores utilizados, é bem mais fácil ser alertado caso algo esteja fora do funcionamento correto no motor ou no restante do carro.

Ao acionarmos a partida do veículo, todas as luzes de alerta e emergência devem se acender e se apagar após alguns segundos. Caso isso não ocorra, é necessário compreender o significado do que está sendo exibido no painel.

O que indicam as luzes amarelas?

As luzes amarelas indicam ao motorista uma determinada situação que pode não ter gravidade, porém necessita de alguma atenção — uma vez que podem significar o início de algum problema com o seu carro. A seguir, veja alguns exemplos de alertas indicados por essas luzes.

Baixo nível de combustível

Caso o condutor receba esse alerta, deverá considerar a busca por um posto de combustíveis — principalmente se o destino for mais distante —, pois corre o risco de acabar parado por uma pane seca pelo caminho. É interessante lembrar que ficar imobilizado na via por falta de combustível é infração média de trânsito, passível de multa.

Injeção eletrônica

Apesar de a injeção eletrônica ser muitas vezes pensada somente como o elemento que injeta combustível ao motor, o termo é — na verdade — bem mais abrangente, contemplando a central, os sensores e atuadores.

Quando a luz amarela da injeção eletrônica acende no painel, abre-se um imenso leque de possíveis falhas que podem estar ocorrendo, desde entupimento dos bicos injetores, causado por combustível de qualidade ruim, até mesmo problemas com a transmissão ou no comando de válvulas — itens que poderiam levar a problemas mais sérios no futuro.

Pré-aquecimento das velas

Nos carros “flex”, quando abastecidos com etanol, há uma dificuldade de o motor conseguir utilizar o combustível em dias mais frios e durante a partida. Para tal situação, a luz do pré-aquecimento das velas indica que um sistema de aquecimento do etanol entrou em ação, permitindo o melhor aproveitamento do combustível enquanto o motor não alcança a temperatura ideal. Em alguns casos, até mesmo para carros que possuem o “tanquinho” de gasolina, essa luz pode acender para indicar o consumo da mesma.

O que indicam as luzes vermelhas?

Como uma comunicação mais emergencial por parte do carro, as luzes vermelhas merecem muita atenção. Elas podem indicar algo que pode levar o motorista a alguma situação de perigo, uma vez que algo importante para o correto funcionamento do carro está danificado ou apresentando parâmetros incorretos durante sua operação. Veja, a seguir, alguns exemplos de emergências.

Pressão do óleo do motor

Para que as partes mecânicas do motor do carro trabalhem, elas precisam estar totalmente lubrificadas, o que evita o desgaste prematuro dos componentes ou a elevação extrema de temperatura — a qual ocasiona situações de travamento do motor, como o famoso “motor fundido”.

Para acender essa luz, um dos sensores detectou que o fluxo de óleo que passa pelo motor não está com a pressão necessária e correta, possivelmente por falha na bomba de óleo, folga em algumas partes internas do motor, ou até mesmo quando o motor já está superaquecido.

Bateria

Algo fundamental para o correto funcionamento das partes eletrônicas de nosso carro, a bateria tem vida útil e necessita ser substituída com certa periodicidade, variando conforme a utilização e conservação — normalmente, entre dois e três anos de uso.

Essa luz poderá se acender caso exista algum problema nela ou, até mesmo, no alternador. Caso a sua bateria já esteja acima do prazo estipulado, é recomendada sua verificação e possível substituição.

Fluído de freio

Essa luz pode ter dois significados, porém ambos ligados ao sistema de freio. No caso mais comum, significa que o freio de estacionamento está acionado e seu veículo não deve se movimentar.

Porém, caso ele não esteja acionado e a luz de fluído de freio acenda, normalmente é sinal de que existe menor quantidade de fluído de freio do que o necessário para o funcionamento do sistema.

Cabe aqui informar que o sistema de freios trabalha sobre pressão hidráulica e, caso exista algum problema com o fluído, não existirá pressão suficiente para a frenagem das rodas — fazendo com que seu veículo pare muito tempo depois do que o necessário, podendo causar grandes acidentes.

Os símbolos indicados pelas luzes do painel são, em sua maioria, universais. Porém, é recomendado utilizar o manual de instruções do próprio carro para fazer a checagem das mesmas quando acesas no painel.

Caso alguma luz emergencial ou até mesmo de alerta se acenda, é conveniente procurar por auxílio profissional o quanto antes, sendo pertinente até mesmo encostar em local seguro e desligar o veículo nos casos mais graves — como de baixa pressão de óleo ou superaquecimento. Com isso, será mais fácil resolver o problema e evitar que grandes danos aconteçam.

Gostou de aprender sobre as luzes do painel? Então, compartilhe este artigo com seus amigos nas suas redes sociais!

Acessórios para carro: 6 itens que fazem toda a diferença

Para quem é admirador dos automóveis, ou mesmo para quem nem é tão apaixonado, mas depende diariamente de um para se locomover, o mercado de acessórios para carro tem aumentado não só em tamanho, mas também na qualidade e nas opções.

Mesmo nos dias atuais, com os carros chegando às lojas em diferentes versões e equipados com uma boa quantidade de recursos, ainda é bastante interessante adquirir alguns itens que podem melhorar a experiência de todos os ocupantes de seu carro.

Veja, a seguir, algumas dicas que facilitarão a sua escolha na hora de optar por bons acessórios para seu carro.

1. Bancos em couro

Um valioso item, entre os acessórios para carro, é o revestimento dos bancos em couro. Além da estética, quando aliado ao uso ar-condicionado, o couro não esquenta o corpo do motorista e dos passageiros como os bancos revestidos em tecido. Além disso, é mais fácil de mantê-lo limpo, uma vez que é impermeável e não acumula odores.

O couro, seja sintético ou natural, tem alta durabilidade, permitindo que você consiga manter o interior de seu carro com o aspecto novo por muito mais tempo, possibilitando mais conforto e requinte durante a convivência ao volante, além de maior valorização do automóvel na revenda.

2. Airbags

O airbag é um acessório com foco na segurança dos ocupantes do carro. Ele é comercializado como um kit composto de bolsas que são infladas no exato momento de uma colisão, amenizando ou, até mesmo, eliminando os danos à coluna, rosto e região peitoral dos ocupantes.

Quando os sensores instalados em partes do carro detectam que está ocorrendo uma colisão, as bolsas situadas nos pontos em que haverá impacto interno são lançadas para fora da área onde estão escondidas (podendo ser no painel frontal, nas colunas, na lateral e divisão dos bancos, entre outras partes) e infladas rapidamente, antes mesmo que os corpos dos ocupantes do veículo se desloquem, servindo para absorver o impacto do acidente.

Nesse momento, a pressão do contato com os corpos é reduzida durante o esvaziamento das bolsas, também em grande velocidade, na segunda fase do processo de proteção. É possível visualizar seu funcionamento nos famosos testes do NCAP e Latin NCAP.

Atualmente, além dos airbags frontais (que ficam ocultos sob o painel do veículo), existem também os airbags laterais, de cortina, centrais, de joelho e, inclusive, de capô e de teto que, quando utilizados em conjunto, totalizam dez ou mais bolsas protetoras no carro, envolvendo totalmente os ocupantes em situações de gravidade.

3. Travas de segurança

A trava de segurança é um acessório construído em material bastante resistente, que tem como função impedir que seu veículo seja dirigido por pessoas não autorizadas. Sua utilização é feita posicionando-o de maneira que mantenha algum pedal e a direção com os movimentos bloqueados, ligando um ao outro.

Sua ativação é bastante rápida, normalmente feita com auxílio de uma chave, em modelo que dificulta cópia e também a abertura forçada por um assaltante. A remoção é igualmente simples, permitindo velocidade para que o veículo possa sair de onde está estacionado.

Mesmo diante da simplicidade na operação de uma trava de segurança, é possível afirmar que ela oferece proteção e boa dificuldade para quem tentar furtar seu carro.

4. Películas de segurança

As películas de segurança são a evolução da simples película escura, mantendo seus benefícios, como o de reduzir a temperatura no interior de veículo, proteger estofados do desgaste precoce e prevenir que os ocupantes e objetos deixados no interior do carro sejam identificados.

Porém, as películas de segurança ou películas “antivandalismo”, como são também conhecidas, criam grande dificuldade para que um assaltante ou vândalo consiga quebrar os vidros do seu automóvel, uma vez que suportam impactos repetidos de mais de 100 kg, dependendo da versão escolhida.  

5. Kit multimídia (a estrela entre os acessórios para carro)

O kit multimídia veio para substituir os aparelhos que servem apenas para reproduzir músicas de estações de rádio ou exibir filmes de DVD. Esse acessório pode possibilitar a interação de todos os ocupantes do carro com o conteúdo dos seus smartphones e, até mesmo, exibir em sua tela alguns aplicativos de navegação famosos, como Waze e Google Maps, mantendo as informações de sua rota sempre atualizadas.

Algumas versões mais modernas trazem, de fábrica, aplicativos famosos para download e busca de músicas, como o Spotify. Em alguns casos, é possível também reproduzir músicas diretamente de estações de rádio que compartilham seu conteúdo ao vivo pela internet, utilizando a conexão de um smartphone para se manter conectado.

Outra grande função de um kit multimídia é possibilitar a conexão por tecnologia Bluetooth. Com ela, a conexão por cabo, que seria necessária para ligar o smartphone ao kit multimídia, por exemplo, não é mais necessária, permitindo que as conexões sejam realizadas sem depender de fios. Operações comuns, como atender uma ligação, poderá ser realizada sem grande dificuldade, em apenas um toque, utilizando também microfones instalados no veículo e ouvindo a voz pelos alto-falantes.

6. Câmeras de ré

A câmera de ré é outro acessório bastante valorizado, que facilita as manobras dos motoristas em marcha à ré, inclusive, nos ambientes com pouca iluminação.

Ela funciona da seguinte forma: na parte traseira do veículo, normalmente junto à iluminação da placa ou mesmo alocada em um furo central no para-choque, é instalada uma câmera que é ligada e tem sua imagem projetada na tela de um kit multimídia sempre que a marcha à ré é engatada. Algumas opções exibem algumas linhas que simulam por onde o carro passará durante a manobra.

A maioria das câmeras de ré também oferecem um sistema que compensa a ausência de luz, além de possibilitar a captura de imagem dos objetos a uma considerável distância e com bom ângulo de abertura, proporcionando maior facilidade ao manobrar, mesmo em períodos noturnos.

Vale salientar a importância em procurar e instalar novos acessórios para carro em empresas autorizadas e que conheçam seu veículo, visto que a instalação de acessórios de forma irregular poderá, além de invalidar a garantia do automóvel, causar problemas a curto ou médio prazo.

Finalizando, seja para segurança dos ocupantes do veículo, ou simplesmente para deixar seu carro mais confortável e com visual mais bonito, existem ainda mais acessórios para carro além dos apresentados neste artigo. Para conhecer outras incríveis opções, entre em contato conosco.

Carros blindados: o que é preciso saber antes de comprar o seu?

Você provavelmente já pensou nas vantagens de ter um carro blindado. A garantia da proteção que o veículo pode trazer é, sem dúvidas, tentadora. No entanto, antes de fazer a compra de um, é preciso levar em consideração alguns pontos.

A grande maioria dos carros pode ser blindado com a aplicação de chapas de aço, placas de um mix de plásticos e vidros reforçados, também compostos por uma camada extra de plástico. Porém, esse procedimento só é útil para armamentos leves. Para isso, é preciso ter a autorização do Exército, que checará todo o histórico de quem está interessado.

É preciso levar em consideração, também, que a blindagem é um processo caro, custando cerca de R$ 50.000, fora o preço do automóvel novo. Desse modo, comprar um modelo usado já blindado pode ser uma vantagem.

Isso porque esses automóveis podem valer até metade do valor que custaram após alguns anos de uso, o que significa uma grande economia. Leia no post algumas dicas para não errar na hora de escolher entre os modelos de carros blindados!

Busque informações sobre o veículo

A grande desvalorização do valor em poucos anos têm um motivo: a blindagem causa danos e impactos importantes na mecânica e na estrutura do carro. Afinal, a estrutura de metal e plástico pode pesar de 50 kg a 200 kg, em média. Desse modo, é preciso que o serviço tenha sido extremamente bem-feito e o seu proprietário tenha feita a manutenção correta para evitar desgastes maiores.

Sendo assim, busque informações precisas sobre o veículo. Não é recomendado comprar um veículo que tem mais de 3 anos de idade ou uma quilometragem muito alta. Isso porque o desgaste é maior quando o veículo está em movimento, visto que há maior peso em seu interior.

Avalie todos os itens

Depois de checar se a empresa de blindagem oferece um serviço de excelência, é preciso verificar os itens do carro. Inicie a observação no acabamento interno, pois parafusos encontrados no meio de forrações, portas ou revestimentos demonstram um serviço descuidado ou uma manutenção feita em uma oficina de má qualidade.

Veja se o veículo não tem sinais de umidade ou cheiro, visto que essa condição pode afetar a durabilidade da blindagem. Teste os vidros e observe se a subida é muito lenta ou eles param no meio do caminho quando acionados, pois isso pode representar grande perigo na hora de um assalto, por exemplo. No entanto, lembre-se de que as janelas costumam abrir pouco depois do procedimento.

Todas as portas devem ser bem alinhadas e abrir e fechar normalmente. Assim, veja se elas encostam na soleira e deixam marcas, pois esse tipo de situação pode indicar cansaço da estrutura do carro.

Ao andar no veículo observe se ele tem um comportamento firme, estável e sem ruídos. Além disso, cheque o funcionamento do ar-condicionado, visto que o veículo trafegará sempre com os vidros fechados.

Conheça sobre os cuidados especiais

Um carro blindado exige vários cuidados a mais que devem ser aplicados pelo proprietário para evitar desgastes precoces. O primeiro deles é com os vidros, visto que a troca pode custar cerca de R$ 10.000,00 e eles se quebram facilmente. Sendo assim, evite bater a porta do carro com os vidros abertos, pois eles podem quebrar.

Além disso, é preciso tomar cuidado ao deixar o veículo ao ar livre, já que mudanças bruscas de temperatura ou o sol muito quente aceleram a delaminação dos vidros, causando bolhas, que diminuem a proteção contra balas.

O motorista precisará fazer um curso específico de pilotagem para dirigir um carro blindado. Isso porque, devido às chapas e ao peso extra, o centro de gravidade do carro é desviado, causando alterações no modo convencional de dirigir. Para não correr riscos é recomendado que todas as pessoas que terão acesso ao veículo saibam dirigi-lo.

A pessoa que adquirir um modelo blindado, seja novo ou usado, precisará requisitar junto ao Exército um certificado de registro (CR). Esse documento é pessoal e deve ser renovado a cada três anos. Além disso, processo pode ser feito pelo despachante, sendo necessário RG, comprovante de residência e uma certidão atestando a negativa para antecedentes criminais.

Em relação à documentação, o veículo precisa ter em seu documento a palavra blindado no espaço referente a itens obrigatórios.

Verifique a data de validade

A blindagem, apesar de ser um processo caro, tem data de validade. Desse modo, é preciso verificar o prazo para não ter surpresas desagradáveis ou prejuízos.

Para fazer a verificação da validade confira o estado dos vidros, que não devem estar delaminados. As chapas e as mantas aplicadas na lataria, como nas portas, devem estar no lugar e íntegras. Por fim, ateste o funcionamento do motor, da suspensão, do sistema de freios, as fechaduras elétricas e os amortecedores.

Como esse é um processo muito técnico, a sugestão, antes de comprar um modelo usado, é levá-lo a um mecânico de confiança. Esse profissional poderá verificar todos os itens do carro e atestar se ele realmente está apto para a compra. Além do mais, existem empresas especializadas em blindagem, que podem verificar se as chapas aplicadas no automóvel estão em bom estado.

Esse passo é importante porque, apesar de o veículo ser usado e seu valor de mercado ser menor, adquirir um carro blindado ainda é um grande investimento. Por fim, todo carro blindado deve ter um certificado de blindagem. Solicite-o ao proprietário e verifique se a empresa que realizou a blindagem tem boa imagem no mercado e é de confiança.

Entenda como funciona a revisão e a manutenção 

Um carro blindado exigirá manutenção e revisão com menor intervalo do que automóveis regulares. Isso é importante devido às mudanças no centro de gravidade e no peso, que podem desgastar as peças mais rapidamente.

Esse cuidado evitará que as peças tenham que ser trocadas precocemente e haja danos nos amortecedores, motor, suspensão e no sistema de freios. Ademais, é preciso levar o automóvel periodicamente para verificar o estado das chapas de blindagem em uma empresa especializada.

Cheque a garantia

A maioria das blindadoras oferece um seguro do serviço que dura de três a cinco anos. É por esse motivo que comprar um carro blindado com idade superior a três anos não é muito vantajoso.

É importante verificar se a empresa que blindou o veículo ainda está ativa para que, caso seja necessário, os reparos sejam feitos. Além disso, saiba qual é o tempo que resta da cobertura para evitar imprevistos.

A escolha dos carros blindados deve ser feita com cautela e observando os pontos acima. Lembre-se de que, além de analisar as condições do carro é preciso verificar o estado da blindagem. Por fim, após a compra é preciso realizar as manutenções e revisões necessárias para garantir o bom estado do automóvel para revendê-lo.

Ficou interessado em adquirir um carro blindado? Então entre em contato conosco. Vamos ajudá-lo escolher entre os modelos ideal!

Por que é preciso entender tudo sobre suspensão de carro?

Quem é apaixonado por automóveis sabe que um veículo é composto por um conjunto de peças e acessórios fundamentais para seu bom funcionamento.

Uma dessas peças é a suspensão de carro, e conhecer seus componentes, como funcionam e sua composição é de grande importância na hora de identificar possíveis defeitos. Isso também ajuda muito a reconhecer quando seu carro precisa de manutenção— como quando surge algum ruído estranho.

Neste artigo, falaremos sobre esse recurso indispensável para o veículo e mostraremos por que é preciso entender como ele funciona. Quer saber mais? Então, continue a leitura!

O que é a suspensão de carro?

Em linhas gerais, é o sistema de amortecimento responsável por absorver os impactos causados por irregularidades no solo e manter as rodas do veículo sempre em contato com o chão. É por meio da suspensão que o automóvel adquire a estabilidade capaz de proporcionar ao condutor o controle da direção do carro e o conforto necessário enquanto ele dirige.

As suspensões podem ser de dois tipos: dependentes ou independentes. Vamos conhecê-las?

Suspensão dependente

Como o nome já sugere, nesse modelo, um lado da suspensão fica ligado ao outro pelo mesmo eixo (por isso, são dependentes). Logo, se apenas uma das rodas passar por algum trecho irregular, ela acionará o amortecimento das duas, forçando a carroceria a trabalhar e gerando uma inclinação em um determinado ângulo. Dependendo da situação, isso pode trazer instabilidade para o veículo.

A vantagem desse tipo de sistema — além do custo mais baixo — é que ele distribui o peso do carro de maneira mais uniforme, levando as montadoras a realizarem a instalação na parte de trás de alguns automóveis leves e médios.

Suspensão independente

Ao contrário da anterior, a suspensão independente trabalha com o intuito de proporcionar mais estabilidade ao veículo. Suas rodas não são interligadas, fazendo com que a carroceria se mantenha estável em caso de avaria na estrada. Por elevar bastante o desempenho, esse sistema é instalado na parte dianteira da grande maioria dos carros atuais (sejam eles leves, médios ou grandes).

Como ela funciona?

Independentemente do tipo de suspensão que o carro tenha, seu funcionamento mecânico ocorre, basicamente, de maneira que as rodas fiquem ligadas diretamente ao eixo ou por meio de um suporte conectado ao quadro do veículo. Isso permite que elas girem e, no caso das dianteiras, se movimentem para os lados. Nesses eixos ou suportes conectados às rodas, é instalada uma mola que vai da base até o corpo do carro, na parte superior.

Ao passar por alguma superfície irregular, essa mola é acionada, absorvendo os impactos mais pesados. Elas contam também com o auxílio de pistões hidráulicos instalados em seu interior ou no sistema de braços da suspensão, que ajudam a suavizar as pancadas.

Como é a composição das peças?

Como em outros sistemas do carro, a suspensão é composta por peças que trabalham em sincronia para possibilitar seu funcionamento. As principais são:

Amortecedor

Essencial na estrutura da suspensão, o amortecedor é a principal peça desse sistema. Seu objetivo é controlar os efeitos gerados na mola, balanceando a ação dos impactos e permitindo a estabilidade do veículo. Sem ele, seria praticamente impossível conduzir o automóvel.

Molas

Produzidas em aço e muito flexíveis, as molas têm basicamente a mesma função dos amortecedores, que é reduzir os impactos causados por avarias na superfície. Elas podem ser do tipo helicoidal ou feixe e instaladas na coluna de suspensão — ou em algum suporte específico, dependendo do modelo do carro.

Braço oscilante

Também conhecido como bandeja, ele é o responsável por ligar a coluna ao chassi do automóvel. Seu objetivo é servir de apoio durante os movimentos de subidas e descidas da coluna ao passar em algum trecho irregular. Essa ligação é feita por meio de buchas de borracha em uma das extremidades, permitindo a oscilação do braço sem gerar ruído.

Pivô de suspensão

Fixado na outra extremidade, ele é responsável por permitir que a coluna gire sobre si mesma, auxiliando na direção.

Barra estabilizadora

Responsável pela ligação entre as colunas de suspensão, a barra estabilizadora é presa à carroceria por meio de buchas e bieletas e tem como principal função fazer com que o veículo se mantenha estável na pista.

Como identificar quando a suspensão precisa de manutenção?

Devido à sua importância para o funcionamento do veículo, é fundamental que o condutor saiba identificar quando a suspensão precisa de manutenção. Além da recomendação das montadoras para trocas periódicas, é sempre pertinente o motorista conseguir se antecipar a possíveis defeitos e se manter resguardado diante de qualquer imprevisto.

Para troca agendada, a recomendação é que ela seja realizada a cada de 50 a 70 mil quilômetros rodados, dependendo do tipo de pista em que o carro roda diariamente. Por exemplo: se o veículo é mais utilizado em uma região com muitos buracos ou irregularidades, o ideal é que ela seja avaliada com mais frequência.

Seguir algumas medidas simples também pode contribuir — e muito — na hora de identificar possíveis problemas (e prevenir falhas ainda maiores). Entre elas, estão:

  • ficar atento a barulhos estranho e ruídos que não correspondam às características do automóvel;

  • observar se há diferença no impacto do veículo ao passar em alguma superfície irregular ou quebra-molas;

  • notar queda no desempenho e na estabilidade do carro durante a direção;

  • evitar conduzir por ruas com excesso de buracos ou irregularidades;

  • não trafegar com uma carga acima da permitida— especificada no manual do veículo;

  • realizar as manutenções preventivas regularmente em um profissional de sua confiança ou em uma autorizada indicada pela fabricante.

O que fazer em caso de problemas?

Se, mesmo tomando os cuidados acima, seu carro apresentar problemas na suspensão, não hesite em procurar uma oficina especializada para fazer o reparo ou a troca desse sistema.

Ignorar os indícios dados pelo carro referentes a esses componentes pode trazer um custo financeiro alto na hora manutenção, além do risco de provocar um grave acidente e colocar sua vida e de quem mais estiver no trânsito em perigo.

Como você pôde ver, é de extrema relevância ter um conhecimento básico sobre os componentes do seu veículo e, principalmente, sobre suspensão de carro. Saber identificar quando esse sistema precisa de reparos pode ajudar a prevenir futuras dores de cabeça, trazer alívio para o bolso e evitar transtornos graves.

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O que é preciso saber na hora de vender o carro?

Vender o carro pode não ser uma tarefa tão simples como parece. É preciso entender o valor de mercado, preparar o carro para que se torne atrativo— e não seja apenas mais um veículo à venda—, verificar a documentação e esperar por uma oferta favorável. Além do tempo investido em todo processo, é preciso também cautela para evitar fraudes e não cair em golpes.

Mas, calma, não queremos desanimar ou botar empecilhos em sua empreitada. É importante saber que, seguindo alguns passos, há maior chance de realizar uma negociação segura e benéfica para você e para o comprador. Quer saber quais são os procedimentos que podem garantir um bom negócio? Acompanhe o post!

Prepare o carro para a venda

Não adianta seu carro estar com o motor e todas as peças em perfeito estado se a lataria e estofados estiverem mal cuidados. O primeiro item que chamará a atenção de um possível comprador é a aparência do veículo, pois compramos com os olhos. Antes de anunciar o carro para venda, inspecione toda a parte interna e. se possível, faça uma lavagem completa.

Este procedimento, além de melhorar a aparência do carro, vai mostrar que o antigo dono, no caso você, era cuidadoso e isso pode ser um diferencial para o interessado. Carros bem cuidados possuem chances menores de apresentarem pequenos problemas que podem ser incômodos, como arranhões, manchas na pintura e desgaste nos bancos.

Tenha cuidado com a poluição visual do carro e retire adesivos, manchas do estofado, películas com bolhas, riscadas ou desbotadas. Caso você decida por não reparar arranhões ou pequenos amassados na lataria, se prepare, pois os interessados vão pedir descontos para que realizem os pequenos consertos.

Verifique as condições técnicas do carro: faróis, lanternas e pneus

Caso apresentem diferenças de cor, as lanternas e os faróis devem ser limpados internamente. A diferença pode acontecer por causa de excesso de poeira, pela entrada de água da chuva ou durante a lavagem. Faróis com aparência diferentes podem levar o interessado a pensar que houve uma batida e apenas um farol foi trocado.

Lembre-se sempre que a primeira impressão é a que fica, e isto também vale para as condições do carro. Verifique sempre o estado dos pneus, pois se estiverem muito gastos, trocá-los pode ser um bom atrativo para a venda. Você pode citar isto durante a negociação, enfatizando a segurança que pneus novos trazem.

Prefira sempre itens originais: caso as rodas de seu carro sejam esportivas, troque pelas de fábrica, pois a maioria das pessoas não gosta de veículos customizados ou prefere adquiri-los para realizar modificações de acordo com suas preferências e estilo.

Realize o levantamento da documentação do veículo

A documentação do carro também precisa estar correta e em dia. Verifique se todos os documentos estão em ordem e se não há multas em atraso. Você pode quitar os débitos antes da venda ou pode dar descontos para que o futuro proprietário faça os procedimentos. É certo que a primeira opção será mais atrativa para o comprador.

Apresente, junto com a documentação, os recibos de vistorias e as notas fiscais das revisões. Além de comprovar que o carro está em ordem, a organização dos documentos e recibos valorizará você como vendedor, demonstrando seu cuidado com o que diz respeito ao veículo. Uma boa dica é guardar tudo em uma pasta: os recibos, as notas, o manual do carro e a chave reserva, para que você saiba onde estão quando for preciso.

Identifique o valor de mercado

A tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é usada como referência para média de valores. Você não precisa usar o valor da tabela para a negociação. Consulte o valor de mercado para carros semelhantes ao seu, pois este valor levará em condição, além do modelo, a quilometragem, o ano de fabricação, as condições de conservação, se ainda está na garantia de fábrica, se é de um único dono, entre outros pontos.

Tenha uma base do que o mercado está oferecendo e de qual é a sua necessidade. Se houver urgência em vender o carro, o indicado é manter um valor atrativo para chamar a atenção de possíveis compradores, mas se a urgência não for tanta, mantenha o preço de acordo com o verificado no mercado. Consulte sites especializados em compra e venda de veículos.

Avalie as ofertas recebidas antes de fechar negócio

Como dissemos no item anterior, você pode precificar seu carro de acordo com o valor de mercado, o que não quer dizer que as ofertas serão feitas de acordo com o que você esperava. Mas isto não deve ser motivo para você desistir ou vender por um preço abaixo do qual você deseja.

Não se afobe com as negociações, espere por uma oferta que esteja de acordo com suas expectativas. Isso não significa que você não possa ser flexível, só não permita que a demora na venda leve você a aceitar uma negociação que não será favorável ou benéfica para você.  Mais uma vez, alertamos para que tenha cuidado com propostas mirabolantes. É como diz o ditado: se a esmola é demais, desconfie.

Escolha entre negociar com autorizadas ou com pessoa física

As duas opções podem trazer vantagens e desvantagens na hora de vender o carro, mas é claro, tudo vai depender de onde e com quem a negociação será feita. A venda para pessoa física pode ser mais demorada, pois nem todos os interessados terão o valor à vista, além da parte burocrática a ser resolvida e fraudes a serem evitadas. Mas, nesta negociação, você pode pedir o valor que você deseja no veículo.

Nas negociações com autorizadas, você pode fechar negócio no mesmo dia, caso a oferta lhe agrade. Não precisa se preocupar com as burocracias referentes à documentação ou com as propagandas e anúncios da venda. Assim como pode haver alguma fraude na negociação com terceiros, nem todas as concessionárias fazem ofertas honestas, por isso procure sempre por concessionárias de renome.

Estes são alguns procedimentos que devem ser levados em conta para vender o carro de forma segura e vantajosa. A honestidade é um fator muito importante que deve ser levado em conta durante a transação. Não omita dados sobre o veículo e se certifique de que o interessado também está sendo sincero com você.

Se você quer a garantia de um bom negócio com segurança e tranquilidade, fale com quem entende do assunto e entre em contato com a Honda HPoint. Realize uma venda vantajosa!

Acessórios de carro: quais os indispensáveis para levar na viagem?

Quem é apaixonado por quatro rodas e adora pegar a estrada sabe que o carro é mais do que um meio de transporte. Por isso, todo bom motorista entende que para ter uma experiência mais tranquila e segura em viagens, ele deve ir além da manutenção de rotina.

Pensando nisso, elaboramos uma lista com os acessórios de carro indispensáveis que vão fazer suas viagens terem mais conforto, segurança e diversão. Então, continue lendo o post e saiba mais!

Suporte para celular

Hoje em dia, o celular é indispensável para qualquer pessoa. No entanto, enquanto dirigimos, devemos utilizá-lo de maneira correta, a fim de termos uma condução segura. Para usar o celular sem infringir a legislação, é importante que o aparelho esteja devidamente posicionado no suporte e que ações como atender ligações, acessar aplicativos ou conectá-lo ao kit multimídia do carro sejam realizadas por meio do comando de voz.

GPS automotivo

Esse é um dos acessórios de carro que mais dão segurança e tranquilidade em viagens. Com a variabilidade de rotas, saber que você está no caminho certo é essencial. Apesar de termos aplicativos de GPS em praticamente todos os smartphones, o GPS automotivo ainda é um acessório que vale a pena porque sempre oferece mapas atualizados e integrados, além de não consumir a memória do seu celular.

DVD portátil

Um outro item muito útil, principalmente para quem tem filhos, é o DVD portátil. Assim como o GPS, a utilidade desse aparelho é questionada. Porém, é uma ótima pedida para entreter as crianças durante uma viagem e deixar a jornada mais tranquila. Nesse ponto, vale ressaltar que esses equipamentos estão cada vez mais acessíveis.

Além disso, é relevante lembrar que a legislação de trânsito brasileira permite que o DVD fique ligado com o carro em movimento apenas para os passageiros no banco de trás. Por isso, opte por aparelhos que tenham sua instalação destinada aos ocupantes da parte traseira do veículo.

Carregadores de todos os tipos

Com tantos acessórios de carro, é preciso que eles estejam com as baterias sempre carregadas. Ter carregadores compatíveis com os mais diversos aparelhos garante que todos os equipamentos funcionarão adequadamente. Saber que o celular e o GPS não o deixarão na mão, descarregados durante uma viagem, é uma tranquilidade que não tem preço.

Sensores de estacionamento e câmera de ré

Todo mundo que já tirou carteira de motorista sabe que a baliza pode ser um pesadelo em certas situações. Ainda mais quando não estamos totalmente acostumados com o tamanho do veículo. Então, por que não aplicar um pouco de tecnologia para deixar essa manobra mais fácil, não é verdade?

Nessa perspectiva, sensores de estacionamento e câmera de ré são recursos indispensáveis para você fazer suas manobras com mais segurança e evitar situações complicadas. Além disso, ajudam a poupá-lo do constrangimento de um esbarrão no carro de trás — algo que pode ocorrer até com os condutores mais experientes.

Óculos noturnos

Quem dirige à noite percebe muito bem a perda de visibilidade durante o período noturno, seja dentro de cidades ou na estrada em uma viagem. Com a falta da luz do sol e com luzes artificiais que, muitas vezes, vão direto para o rosto do motorista, fica mais difícil e desconfortável dirigir quando não está de dia.

Por isso, um acessório indispensável que é sempre bom ter no porta-luvas do seu carro são os óculos noturnos. Caso você não conheça esse item, são aqueles óculos com as lentes amarelas. Essas lentes, além de auxiliar quando há neblina na pista, ajudam a diminuir o reflexo das luzes externas e fazem com que a visão fique menos cansada.

Tanto no trânsito urbano quanto viajando em uma estrada, isso contribui para que sua visibilidade da pista seja melhor e sua direção mais segura. Mas não se esqueça de sempre comprar óculos originais. Isso garante que seus olhos não sofram nenhuma lesão e que o acessório cumpra seu papel auxiliando na visão da rua ou da estrada.

Compressor de ar portátil

Mesmo nos preparando muito bem para uma viagem, imprevistos podem acontecer, correto? Quando um pneu fura e vamos trocá-lo, muitas vezes o estepe não está com a calibragem correta. Isso acontece porque alguns carros não são nada práticos na hora de retirar e recolocar o estepe no seu compartimento, fazendo com que o pneu reserva não seja calibrado na frequência necessária.

Para evitar essa preocupação, ter esse equipamento no seu carro faz com que suas viagens sejam mais tranquilas e você não seja surpreendido no meio de um imprevisto. No mercado, é possível encontrar compressores desse tipo a preços acessíveis. Além de pequenos, eles podem ser recarregados no próprio carro, na medida em que utilizam baterias de 12 volts.

Suporte para lanche

O suporte para lanche é um dos acessórios de carro do qual só lembramos quando mais precisamos. Em qualquer viagem mais longa, chega um momento em que precisamos comer, certo? Não raramente, o único lugar para fazermos uma pequena refeição é dentro do carro. Para não deixar que alimentos e bebidas sejam derramados no estofamento, ter um suporte desses à mão é indispensável na hora de pegar a estrada.

Cabide para encosto de banco

Quem nunca precisou fazer uma viagem na qual era necessário levar uma roupa formal como um terno, por exemplo? Colocar esse tipo de roupa na mala é sempre complicado, pois é certo que a vestimenta ficará amassada. Para esse problema não acontecer, ter um cabide automotivo é uma ótima saída. O acessório, além de ter um preço baixo, não ocupa muito espaço mesmo quando está sendo utilizado.

Agora que você já sabe quais são os acessórios de carro indispensáveis para levar no seu veículo, é só seguir e curtir a viagem com conforto e segurança. E lembre-se sempre de que, caso vá adquirir produtos eletrônicos, opte por equipamentos originais e com as certificações necessárias.

As dicas sobre acessórios não param por aqui: neste outro post, confira em detalhes se ainda vale a pena investir em um GPS automotivo e saiba mais sobre esse equipamento!

Como recorrer de uma multa? Confira 6 passos para anular a infração

Nos últimos anos, a rigidez em relação às normas de trânsito aumentou consideravelmente. As infrações estão cada vez mais comuns e mesmo pessoas acostumadas a seguir as regras tendem a cometer alguns deslizes. Afinal, erros podem acontecer, e aprender como recorrer de uma multa é essencial para qualquer motorista. 

Apesar de as infrações serem utilizadas com a finalidade de penalizar o motorista por desobedecer uma lei, é preciso deixar claro que aferições de radar, indicação errônea de dados (veículo, rua, horário) e a expedição da notificação após 30 dias da data do fato são motivos justos para a anulação. 

Em outras palavras, todo cidadão tem o direito de se defender e recorrer de uma notificação que não reconhece. Muitas pessoas acreditam que essa possibilidade não existe, mas ela é totalmente possível e viável. 

Você sabe como recorrer de uma multa? Não? Então, confira 6 passos para anular a infração!

1. Identifique o motivo para recorrer

O primeiro passo para recorrer de uma multa é identificar os erros que permitem essa ação. É comum encontrá-los no Auto de Infração ou na notificação do Departamento de Trânsito (DETRAN) do seu estado. Obviamente, existem algumas irregularidades que são mais habituais, como:

  • erro na cor/marca do veículo;
  • local da infração incompleto;
  • placa descrita erroneamente;
  • entre outros.

É preciso deixar claro que o Auto de Infração deve estar preenchido de acordo com o art. 280 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), da Portaria 59/07 do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) e do Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito — MBFT do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

2. Saiba quem pode recorrer

Qualquer pessoa que foi multada pode recorrer, independentemente da infração cometida, inclusive aquelas registradas por meio de câmeras de monitoramento ou que utilizam fotos de radares.

Recorrer de uma multa é um direito constitucional. O Contran, por meio da resolução nº 299/2008, padronizou os procedimentos para a apresentação de defesa de autuação e recurso. Veja o artigo 2º:

“É parte legítima para apresentar defesa de autuação ou recurso em 1ª e 2ª instâncias contra a imposição de penalidade de multa a pessoa física ou jurídica proprietária do veículo, o condutor, devidamente identificado, o embarcador e o transportador, responsável pela infração.”

Em outras palavras, o indivíduo que cometeu a infração poderá apresentar um recurso, mesmo que não seja proprietário do veículo. Entretanto, só é possível realizar esse procedimento se o condutor tiver se identificado ao receber a notificação de autuação. 

Para recorrer é preciso reunir alguns documentos, como cópias da CNH, RG ou outro documento similar, cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRVL) e cópia da notificação da autuação ou multa. 

3. Realize uma defesa prévia

Antes de receber a multa, a pessoa recebe uma autuação. O Auto de Infração é um documento gerado pelos Órgãos de Trânsito dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. Pode-se dizer, portanto, que uma autuação é apenas uma indicação de um erro de trânsito. 

A partir do recebimento do Auto de Infração é possível iniciar a defesa prévia. Esse documento deve ser entregue em até 15 dias, a contar do recebimento da Autuação de Infração.

Logo, o condutor poderá tomar ciência da infração de várias maneiras, como: flagrante (quando o proprietário é abordado e a infração é rapidamente criada) ou quando a notificação é recebida no endereço do proprietário do veículo. Preste atenção nisso!

4. Preencha o formulário de recurso

O formulário de recurso é um documento que deve ser preenchido para recorrer de uma multa. O seu preenchimento pode ser realizado por meio do site do DETRAN do seu estado ou na unidade mais próxima (pessoalmente). 

Esse formulário será utilizado para escrever sua defesa. Além disso, é preciso de alguns documentos para preenchê-lo, como RG, CNH, documento do veículo e a notificação de infração. 

É válido ressaltar que o formulário de recurso é único, ou seja, só deve conter apenas um Auto de Infração. Caso seja necessário recorrer de mais de uma multa, é preciso abrir um processo para cada uma delas. 

5. Verifique a documentação

Verificar toda a documentação é fundamental para quem deseja aprender como recorrer de uma multa. Se algum documento for enviado incorretamente ou a pessoa se esquecer de anexar qualquer dado importante, o processo pode sofrer danos. 

Além dos problemas gerados pela data, outros transtornos tendem a prejudicar os usuários. Logo, lembre-se dos documentos e, principalmente, de verificá-los. Veja abaixo o que é preciso:

  • requerimento de defesa;
  • cópia da CNH, RG ou equivalente;
  • cópia do CRVL;
  • cópia da autuação;
  • documentos de defesa (comprovantes de estacionamento, pedágios, atestados, entre outros).

6. Fique atento aos prazos

Por fim, mas não menos importante, é preciso se atentar aos prazos. O infrator terá 30 dias a partir da data da autuação para fazer sua defesa. Após a chegada do Auto de Infração, o motorista tem 60 dias para realizar todo o processo.

Além dos prazos para recorrer de uma multa, é interessante considerar um período para o seu pagamento. Multas que são pagas antes da data do vencimento recebem um desconto de 20% (e isso não anula a possibilidade do infrator desejar recorrer). 

Como já destacado, qualquer um pode recorrer de uma multa. Contudo, o ideal é procurar maneiras de respeitar as leis de trânsito, evitando que esses problemas se tornem frequentes. 

Além de gerar certa economia, estar de acordo com a legislação é uma ação que está diretamente ligada à saúde e segurança dos pedestres e condutores. Assim, todos tendem a sair ganhando com uma relação de respeito.

Aprender como recorrer de uma multa não é uma tarefa demasiadamente complicada. Reunir as documentações certas e ter certeza que há pelo menos um erro na infração é essencial para conseguir a anulação. Preste atenção nesses pontos e não perca essa chance. 

Gostou do nosso artigo? Aprendeu como recorrer de multas? Sabe o que deve ser feito? Então, que tal compartilhar este post em suas redes sociais e mostrar para seus amigos como anular uma infração? Contamos com você!